Epopéia

Depois de um post sobre EMO e um sobre Proctologistas

Inicia-se agora… “Papos de Elevador: A saga

Episódio I: Silvana

Quinta-feira, janeiro 19, 06.
13:29
Chegando ao prédio onde trabalho, subo o elevador. Afinal, se você está no térreo não pode descer para o 5° andar.
Ao chegar ao local desejado, vejo que a porta está trancada. Certifico-me de que não há ninguém dentro da sala. Dou meia volta e me dirijo ao elevador novamente. Solto um “Humpf”, seguido de um movimento de pernas que eu batizo de “movimento de pernas precedido de humpf”.
O elevador chega, adentro-o e encontro-me com um sujeito estranho. Nada demais, só entrei e abundei-me no canto do elevador.
Quando o indivíduo pergunta:
Ahamão?
Entendi isso como um “Opa, bão?”, uma expressão típica daqui. Retruquei:
– Bão. Ahn…Calor do inferno… – Como em todas as vezes que converso no elevador, eu penso “Calma, são só 11 segundos. Essa conversa idiota vai acabar rápido”.
É. – diz o desconhecido
Quando a conversa parecia estar acabada, ele pergunta:
Ahmahumhumfamaadar da Silvana?
Como gosto muito de conversar em elevadores, escapuliu:
– Hã?
E o sagaz indivíduo repete a pergunta, com um ar de indignação:
AhmahumhumfAMAADAR DA SILVANA?
Como não entendo bulhufas (legal essa palavra. Vou usá-la mais vezes no blog) dessas línguas árabes, entendi “Você tava no andar da Silvana?”. Como recebi educação suficiente, respondi:
– Não, não, tava ali no Jornal Momento.

Devem ter se passado uns 4 segundos de total silêncio. Ao chegar, o elevador abre as portas e o sujeito sai, andando devagar, enquanto eu me dirigia à mesa do porteiro para pegar a chave da sala. Mas ao invés de sair normalmente, o sujeito diz:
Ahamahumfarferguntei se você conhecia a Silvana.
Constrangido, não sabia se respondia ou só ficava quieto. Nessas horas, acho que um sorriso sempre funciona. Pelo menos depois a consciência não pesa.
– *sorriso*
E eu peguei a chave, me dirigi ao elevador e outro caso aconteceu. Isso no próximo episódio de “Papos de Elevador“, só aqui no Odeio e Justifico.

Autor: Raphs

Três palavras definem bem o autor: velho mau humorado. Fisicamente, três anos a menos. Mentalmente, sessenta anos a mais.

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