Pega no meu estalinho Pica-Pau

Esse blog tava precisando de mais texto e menos fotos. Portanto venho defender uma coisa que vocês faziam e hoje odeiam até a morte.

Molequinhos travessos.
Não sei como vocês chamam traques na sua cidade, região ou turminha. Bombinhas, estalinhos, xumilumi virulai spirulations. Enfim, aquelas coisinhas que você comprava quando era moleque e ficava jogando nos seus amiguinhos, pra que eles se queimassem e você risse da cara de choro deles.

Pois bem. Hoje eu sei como é chato ficar ouvindo a molecadinha soltando essas desgraças na rua. Embora seja super engraçado pra eles, pra mim é uma tentação não sair lá e enfiar uns 3 ou 4 no reto daquele gordinho folgado, só pra ver o que acontece. E assistir o espetáculo junto com o resto da criançada, que vocês sabem: criança adora ver o ammiguinho se foder.

Mas essa molecada me faz lembrar da minha infância. Para os leitores mais antigos do blog, que sabem que eu adoro voltar no tempo e brincar com meu diarinho gay-homossexual. Pois bem, eu confesso que gostava dessas bombinhas.
A variedade era imensa. Desde esses traquezinhos inofensivos, que eu nunca tive coragem de estourar na mão, até bombas violentíssimas, capazes de dividir um ser humano ao meio.

Estalinhos Pica-Pau
Lembram daqueles mini-craques, bonequinhos cabeçudos dos jogadores da Copa de 98? Eles eram os preferidos para as traquinagens que a gente fazia. Era tão divertido quanto dividir um ser humano ao meio, acho.
Porque estourar só por fazer barulho, faço pipoca que é mais barato. Tinha que ter criatividade, tinha que fazer algo diferente né meu.

Bombas!
Ah, e as bombas, hein? O que falar das bombas.
Desde a bomba 1, simples – tão potente quanto um Estalinhos Pica-Pau Categoria 1. Não fazia muito estrago, mas só por ser aquela coisinha enrolada, toda misteriosa, dava um pequeno tremor nas pernas antes de acender. O medo de aquela coisa explodir na sua cara era grande, mas a segurança que só o Gigi Magazine lhe proporcionava era capaz de inibir a expectativa de ter o nariz arrancado da cara, dando lugar a uma cicatriz gigante.

As bombas 4, mortais, assassinas, cruéis e… simpáticas! Sim, aquele corpo gordinho, roliço. Era fácil criar afeição por tais figuras. Eram as preferidas pra fazer as traquinagens. Explode qualquer coisa, NAUM TEM PAH NINGÉM EH NOIXXX Q TAH!. O rombo na ferraria do Sr. Tuta, o ângulo superior direito do antigo muro amarelo em frente de minha casa, o formigueiro gigante que desapareceu no limbo.
Era uma arma de destruição em massa no diminutivo.

Busca-pés.
Muita gente acende esses pilantrinhas pra cima, o que não tem a menor graça – pra quem assiste ou pra quem repara os danos no poste de luz causados pelo mesmo.
Pois bem. Todos sabem – e mesmo assim é preciso dizer – que ele não segue uma pessoa. Ele só anda em linha reta e se você quebrar o palitinho, ele fica possuído pelo Xghanekfnij, o antigo espírito inca dos busca-pés.

Só que um dia um deles ficou possesso sem precisar quebrar o palito. Ele correu MESMO atrás de um amigo, Leonardo Martinelli. Subiu na sua perna e estourou provocando uma pequena queimadura.
Ele corria do artifício com a elegância de uma garça parindo. Não era uma cena muito agradável de se ver, mas como eu disse anteriormente criança adora ver os amiguinhos se fodendo.

Agora vejam esse vídeo. Inapropriado para ambiente de trabalho? Que nada, chame seu chefe pra ver e ele dará tanta risada que te chamará para o churrasco dos funcionários do terceiro andar – contingente formado por 70% de loiras peitudas.

Fogos Caramuru, os melhores para se enfiar no reto.

“Rositas”
De longe, as mais caras eram as Rositas. Eram tubinhos simples mas quando acesos começavam um espetáculo de luzes capaz de fazer uma criança japonesa cair dura no chão cantando o hino do Paysandu. Ela começava a girar freneticamente, variando de cores até terminar num vermelho bem forte. Quando tá ficando bom, CABLORGHFT (onomatopéia de explosão), explodia sem maiores explicações – como se uma bomba de 1 real fosse parar e explicar pra você porque iria explodir, antes de fazê-lo.

Vocês leitores, sejam mais compreensivos. Criançada fazer barulho é divertido pra eles e nem um pouco pra você.
Mas você já encheu o saco da dona Ernesta um dia. Agora o neto dela veio vingá-la com coisinhas mais modernas e você vai ter que aguentar. Afinal, chumbo trocado não dói.

Autor: Raphs

Três palavras definem bem o autor: velho mau humorado. Fisicamente, três anos a menos. Mentalmente, sessenta anos a mais.

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