Se você pensa que cachaça é água.

Sabe aquelas pizzas que cê vê nos comerciais, derretendo, deliciosamente gorduchas e fofas, com recheios que parecem ter quilômetros de altura?

Esqueça-as. Na sua casa elas sempre são menores e nunca esticam da mesma forma. Pode colocar de lado, agora o assunto é outro.
O lado bom é que NO FIM DESSE POST TEM FOTO DE UMA PERERECA NUA, LISINHA, SENTADA NO PAU.

Aí chega lá o cidadão, todo à vontade no restaurante.

– Me vê o de sempre, fiadaputa.

O garçom não entende. Foi treinado para responder perguntas padrão, e não tinha essa observação no manual – sua inclusão estava sob aprovação da Associação Brasileira de Observações Padrão para Garçons havia 3 anos. Educadamente, respondeu.

– Mas como assim cê me chamou de fiadaputa, senhor? Eu mal o conheço.
– Desculpe, te confundi com um parente.
– Tudo bem, senhor. O que vai pedir?
– O de sempre.

O garçom mal sabia do que o rapaz estava falando. Se nunca havia visto aquele rapaz na vida, como saberia qual era o de sempre?

– Especifique, senhor.
– Como assim, especifique? Meu nome é Gilberto. – e levantou-se bruscamente, derrubando impiedosamente o pobre pedaço de madeira com o número da mesa, o qual deve ter um nome mas não me dei ao luxo de pesquisar.

“Mas… e daí?!”, pensou o garçom, enquanto olhava sua testa à procura de espinhas. O rapaz da mesa poderia mostrar qualquer reação, até cravar a faca de manteiga em seu peito, o que seria terrívelmente doloroso, e não tão terrívelmente fatal. Talvez, surpresa maior seria Gilberto permanecer calmo e quieto.

– Mudei de idéia. Me traz uma água mineral.
– Ok, senhor. Às suas ordens.

Então Gilberto se levanta, pega o negocinho que sinaliza o número da mesa e o arremessa no bar, quebrando algumas unidades de whiskys que ninguém bebia fazia um bom tempo. Ainda a tempo de aproveitar toda a adrenalina que corria no seu sangue, naquele momento…

– SEUS SOCIALISTAS. SOCIALISTAS VERMELHOS E SUJOS!

E saiu correndo, tropeçando em várias cadeiras. Repousou suas nádegas na sua CG 125 prata e despejou quase duas centenas de quilômetros horários em plena avenida. Sua velocidade era tamanha que conseguiu atravessar o cruzamento como um pássaro.
Ele havia trombado num casco de tartaruga, que havia sido derrubado pelo caminhão de lixo que acabara de sair do restaurante.

Suas palavras finais foram “QUERO BACON“. Logo após dizer tão marcante expressão, Gilberto tenta chupar o dedão mindinho do pé, e acaba quebrando a coluna em 13 pontos diferentes. O que não faria a mínima diferença agora, que seu corpo fora soterrado por uma manada de bodes raivosos, que haviam saído do monitor de um cara que não passou certa mensagem para 300 pessoas em 21 segundos.

Mas você leu até aqui pra ver a foto da perereca nua, lisinha, sentada no pau, né. Pois bem, aqui vai:

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Autor: Raphs

Três palavras definem bem o autor: velho mau humorado. Fisicamente, três anos a menos. Mentalmente, sessenta anos a mais.

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