SÍNDROME DA FALTA DE INFORMAÇÃO

Neste momento, feche as abas do seu Firefox ou mesmo desinstale este lixo que você gosta de chamar de Internet Explorer 7.0 porque esse texto vai prender a sua atenção como strip-tease de mulheres bêbadas na festa de Bodas de Ouro da sua tia Cremilda.

Só mulheres nuas pra animar uma festa dessa, pra falar a verdade.

Se você é daquele tipo de pessoa que começa o dia no computador, que tem todo um ritual de checar e-mail, sites de notícias e blogs que você A-DO-RA assim que acorda, você muito provavelmente sofre de um mal chamado SÍNDROME DA FALTA DE INFORMAÇÃO, mesmo sem se dar conta disso.

O Théo, por exemplo, não se considera acordado sem dar um gole no seu Guara Gay, enquanto dá aquela passadinha pela página do Galeano na Wikipedia.


Geladeira do meu amigo Théo.


Voltando ao assunto, o verdadeiro lance dessa tal SÍNDROME DA FALTA DE INFORMAÇÃO é que, quando impossibilitado de acessar esta ferramenta útil e magnífica que é a Internets, nos tornamos tão dinâmicos quanto uma bola de feno rolando no meio de um filme do Clint Eastwood.

Por exemplo, se você HIBERNOU durante todo o fim de semana e quer saber o resultado dos jogos da rodada do Brasileirão, pra depois conferir o bolão valendo um ano de fichas grátis no bilhar do Bar do Bituca, pode conferir os resultados de uma forma bem simples: consultando a Internet.

Se você quer a previsão do tempo, é só entrar no ClimaTempo, depois dar uma procurada por fotos da Patrícia Poeta em sites proibidos. Se quer simplesmente baixar aquele capítulo da sua série preferida, pode procurar no TorrentSpy. Se quer um blog divertido com alto teor erótico, aperte F5.

MAS AE…

E SE VOCÊ NÃO TIVER INTERNET?


Óinc

É aí que ataca a senhora SÍNDROME DA FALTA DE INFORMAÇÃO. Você é tão dependente de informações de fácil acesso que só a Internets proporciona que não consegue realizar sequer uma operação matemática sem se tocar que, independente do motivo, você não conta mais com o auxílio da sua amiga de sempre.

São coisas simples, que por mais banais que pareçam (como pesquisar mais sobre aquele anime que você a-do-ra-va quando era menor e viu um pedaço de episódio), se tornam uma tortura tão grande quanto uma sessão de música de barzinho cult carioca.

E não há nada, NADA! pior que música de barzinho cult carioca.

Autor: Raphs

Três palavras definem bem o autor: velho mau humorado. Fisicamente, três anos a menos. Mentalmente, sessenta anos a mais.

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