Resenha OJ: Tetris

Sabe aqueles minigames de 10 mil jogos que você certamente teve na infância e perdeu mais tempo tentando achar diferença entre os 5 tipos de jogos do que jogando? Então, a maioria destes minigames portava um jogo simples, porém viciante, chamado Tetris.

Tetris foi lançado para o grande e saudoso Game Boy Classic logo quando este acabara de sair do útero da mamãe Nintendo. Tetris era um jogo tão bacana que só o fato de possuí-lo fazia de você um escravo dos High Scores, um maníaco organizador de sofás e que você começasse a se virar no elevador para que não houvessem espaços vazios. Espaço vazio no Tetris não marca ponto.

Enfim, eis que apresento a vocês a resenha de TETRIS, do GameBoy Classic.

“O melhor jogo desde PONG”, The New York Times

Gráficos:
Tetris exibe um dos pacotes gráficos mais perfeitos de todos os tempos. Cenários brilhantes, sombras perfeitas e detalhes minúsculos são retratados de forma tão cuidadosa que faz você pensar “Como eles conseguiram fazer um jogo tão visualmente bom numa época remota como 1989?”. O ambiente em que o jogo se passa em sua maioria é agradável e você nunca – eu disse nunca – encontrará um pixel fora do lugar. Afinal, é Tetris.

Note os efeitos de iluminação sempre presente nas peças e no background do jogo. As paredes que delimitam a área do gameplay, por exemplo, dão um ar tão sofisticado ao game como nenhum jogo mais teve até então. Cada elemento da tela trabalha independentemente do outro, ou seja, cada tijolinho que você vê na tela pensa e age por ele mesmo, enquanto o tijolo vizinho faz o mesmo.

Um ponto forte é que o jogo não dispõe de uma opção para abaixar o nível de detalhe, bombardeando o jogador com bilhões de pixels a todo momento, sem opção para diminuir o bombardeio. É como você ser fuzilado por um exército de 300 pandas armados com fuzis e não poder gritar para o general panda que você prefere ser fuzilado por um só.

Mesmo com metade da tela coberta com peças mal colocadas, o jogo não apresenta queda nos fps (frames per second, ou frames por segundo) em momento algum. É carnificina em real time do começo ao fim, sempre.

Jogabilidade:
Sem dúvidas o ponto forte de Tetris.

Tetris apresenta a jogabilidade mais simples e mais eficiente de todo o universo. Usando apenas quatro botões, você luta pelos maiores e mais disputados High Scores da galáxia. Como assim quatro botões? você deve estar se perguntando. Eu explico. O jogo faz uso apenas de 3 direcionais (esquerda, direita, baixo) e o botão A, que gira as peças. O B é totalmente descartável, pois apenas faz a função do A de forma invertida.

Para vencer no jogo, é preciso encaixar as peças que caem do “céu” de forma que você forme linhas completas. Assim que uma linha é formada, ela vai para o paraíso das linhas e lhe proporciona pontos mágicos. Quando o paraíso ficar lotado de linhas, ele irá aumentar a segurança nos portões, ou seja, a entrada no céu das linhas vai ficar mais difícil. Nessa hora, o nível do jogo aumenta e as peças cairão mais rapidamente.

Porém, o jogo não é malvado a ponto de deixar você à mercê das peças malvadas que teimam a cair na hora errada. Ele lhe proporciona o poder da clarividência.

Note no canto inferior direito da foto que há um local onde você consegue enxergar o futuro e ver a peça que cairá em seguida. Uma boa sacada dos produtores, que proporciona ao jogador uma experiência transcedental, até mística eu diria. Sabendo a peça que virá em seguida, bola-se uma estratégia visando posicionar a peça atual de forma com que ela ajude a peça seguinte a se adaptar melhor.

Som:
O jogo possui nada menos que QUATRO trilhas sonoras diferentes! Isso mesmo! Quatro trilhas sonoras à disposição do jogador assim que escolhe o modo de jogo. Assim, o jogador pode escolher entre a música padrão do Tetris ou as outras músicas dançantes e animadas que o jogo proporciona.

Além disso, durante a jogatina vários efeitos sonoros são acionados assim que a peça se move, se encaixa ou uma boa sequência de linhas é eliminada. Uma experiência única.

Considerações finais:
Tetris é um jogo que faz você ficar viciado logo nos primeiros minutos de jogatina. Você não vai conseguir pegar uma fila de banco sem ligar seu Game Boy Classic, mesmo que seja só para ouvir o tema de Tetris.

Gráficos: 10 – Sem comparações, um dos melhores conjuntos gráficos da história dos videogames.
Jogabilidade: 10 – Simples e objetiva, a jogabilidade de Tetris serviu de exemplo para todas as gerações futuras.
Diversão: 10 – Com louvor, Tetris proporciona ao jogador uma experiência única, transcedental. Mística, eu diria.
Replay Value: 10 – Você não vai parar de jogar enquanto não bater o High Score que você mesmo bateu hoje de manhã!
Som: 10 – Diversas opções fazem de Tetris uma alternativa aos Mp3 players.

Nota final: 10

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Autor: Raphs

Três palavras definem bem o autor: velho mau humorado. Fisicamente, três anos a menos. Mentalmente, sessenta anos a mais.

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