Resenha: Grand Theft Auto: Vice City Stories

Grand Theft Auto: Vice City Stories


– Eae mano n gosto d dorga mas vo vende um monte serto

Não consigo fazer resenhas pequenas. Se você está realmente interessado, pode continuar.

GTA: VCS passa-se em 1984, dois anos antes da história de GTA Vice City, um dos maiores sucessos da série. O personagem principal é Victor Vance (irmão de Lance, de GTA:VC), que MORRE logo no começo de Vice City. No jogo, Victor Vance é um ex-militar que perde a carreira por ter um oficial sem escrúpulos – as primeiras missões do jogo são, basicamente, ir a algum lugar pegar drogas ou prostitutas e levar até Martinez, seu superior.

Agora pé na embreagem e afunda o freio.

Todo mundo sabe que GTA pode parecer repetitivo pra quem não se “entrega” ao jogo. Se você jogar GTA pulando os vídeos e não pegando a história, ele passa a ser tão atrativo quanto Pac-Man, ou seja, repetitivo ao extremo: ir ao lugar x, matar a pessoa y, desviar da polícia e entregar a missão. O enredo de GTA:VCS é cheio de “reviravoltas” gostosinhas que sempre te deixam com um ar de curiosidade sobre qual será a próxima treta que você precisará separar.

Porém, ter um enredo legal não justifica ter um começo palhaço igual esse. Você simplesmente chega na base militar, vindo de algum lugar que não faço idéia, faz 3 missões E É CHUTADO DO EXÉRCITO. Não chega a pesar negativamente na continuidade do jogo, mas eu realmente fiquei com cara de Mas ein?! quando o maluco chega no meu carro e diz OI EU ACHEI ESSA MACONHA EMBAIXO DA SUA CAMA E – O QUÊ? TRAZENDO PUTAS PRA BASE? VOCÊ TÁ FORA, IRMÃO.

Gráficos: quer limpar os vrido aê dotô?

Há um bom tempo atrás, nessas épocas que semanas passadas já são OLD, li em certo lugar que o motion blur era o novo lens flare. Pra você que não sabe do que se trata, motion blur é aquele efeito borrado que dezenas de jogos de corrida estão adotando pra dar uma sensação de velocidade extrema. Burnout Revenge, por exemplo, usa o motion blur com maestria pois ele não incomoda em fator algum durante a corrida: fica reservado aos cantos da tela, só acionado durante os turbos.

GTA:VCS não usa o motion blur com maestria. Ok, ele foi inventado para dar sensação de velocidade, mas não justifica ser acionado quando o veículo atinge insanos 30km/h! Vamos a um exemplo prático: Imagine você andando de bicicleta numa subida e as imagens começassem a ficar borradas, se dirigindo para trás. É o motion blur funcionando, fazendo você gritar UHUL CARAI TO CORRENDO D+ OLHA ISSO MARQUIM, enquanto seria ultrapassado pelo Juquinha empurrando seu irmão num carrinho de rolemã subida acima. Aqui, o motion blur afeta tudo – se você precisa correr pra fugir da polícia, precisa prestar atenção na rua. O motion blur faz questão de borrar tanto a imagem que simplesmente some com pequenos obstáculos como bancos, pedestres e até motocicletas. É trombada atrás de trombada.

OK, isso é pra dar realismo: quando se anda muito rapido, fica difícil ver os “pequenos obstáculos”. Mas GTA está longe de ser uma simulação, se isso fosse uma vez ou outra seria tolerável, porém é constante! É um pé no saco.

De resto, é GTA. Gráficos simples que realizam perfeitamente seu papel.

Jogabilidade: me faz o de sempre, por favor.

A jogabilidade de GTA:VCS é a mesma dos outros jogos da série. A grande (e inexpressiva, até o ponto que joguei) novidade é a habilidade de nadar. Os veículos, carrões quadrados e barulhentos, caminhões gigantescos que destróem tudo no caminho e motos à lá guarda florestal canadense de filme americano. Há também uma novidade aqui: no jogo você pilota um jet-ski Kiss .

Uma opinião pessoal: sempre preferi fazer as missões usando motos. Além de serem mais ágeis, é muito mais rápido subir na mocinha e sair correndo do meio do tiroteio, quase sem tomar dano algum. O probleminha é esse: agora você toma um dano absurdo quando está na moto Sad

Som: Cremosidade em sua forma mais acachapante

Eu poderia começar falando do som desde o início dessa análise, mas conti meus nervos. O som de GTA:VCS tem uma qualidade importantíssima que os outros GTAs não tem: não irrita em momento algum.

Como é ambientado nos anos 80 e este que vos escreve é apaixonado por música daquele tempo, presume-se que eu falar sobre as músicas do jogo é meio suspeito. Porém, assim que você tiver o jogo em mãos e começar a mudar as estações, vai entender minha admiração. Como é de costume, o botão L1 muda as estações de rádio. Uma delas, a V-Rock, toca um rock tiozão delicioso nham nham. SIM, SÃO BANDAS REAIS e eu me equivoquei ao redigir o texto sem me informar corretamente. Porém a disculpa é cabível: tanto em VC, SA e LCS, versões anteriores de GTA, eu sempre deixava o rádio desligado, nunca prestei muita atenção.

GTA:VCS é o tipo do jogo que merece ter uma OST lançada em qualquer site de torrent.

Replay Value: vou ter que jogar tudo isso de novo?

Nenhum GTA é daquele tipo de jogo que você faz 100% inúmeras vezes, como Donkey Kong 3 ou Castlevania:SotN. Tem bilhões de extras para encontrar, outros bilhões de lugares interessantes a conhecer, o que torna o jogo nada linear – e conseqüentemente, pouco repetitivo. É óbvio que uma hora você vai ter que fazer as missões, mas elas podem esperar enquanto você vai correr de quadriciclo por aí.

Considerações finais:
embora seja muito parecido com GTA:LCS (por exemplo, o romance que acontece no começo do jogo é muito parecido com o de LCS), vale a pena pela sensação de voltar aos 80’s. Para os que gostam de GTA, muito mais que recomendado.

Notas:

Gráficos: 4,5 – O motion blur mais atrapalha do que agrada.
Jogabilidade: 5 – Simples e funcional, tudo o que um jogo precisa.
Som: 5, com louvor – As músicas fazem do ambiente do jogo um lugar muito mais agradável.
Multiplayer: Inexistente, e nem precisa.
Replay Value: 4 – Missões repetitivas e a falta de esperança de terminar o jogo novamente.

Nota final: 4,6 / 5,0
Nota Gamespot: 7,2 / 10
Nota IGN: 7,6 / 10

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Autor: Raphs

Três palavras definem bem o autor: velho mau humorado. Fisicamente, três anos a menos. Mentalmente, sessenta anos a mais.

2 comentários em “Resenha: Grand Theft Auto: Vice City Stories”

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