O problema de RockBand

Neste exato instante, somente duas coisas no mundo são capazes de chamar mais atenção que aquela sua vizinha gostosa saindo na rua de cinta-liga: um novo Big Bang e a Eletronic Arts.

Se você viveu os últimos 7 anos dentro de uma caverna comendo morcegos e desenhando nas paredes com raízes, você não faz idéia do que é Rockband. Pois bem: Rockband é a continuação de Guitar Hero, que… pera, você também não sabe o que é Guitar Hero? Bom, vamos lá

Sabe aquelas “máquinas de dançar” encontradas em praticamente todos os shoppings existentes na face da Terra? Imagine algo parecido com aquilo, só que ao invés dos pés você usa as mãos (bom, pelo menos EU uso as mãos) e ao invés de “tocar” setas randômicas que não influenciam em nada a música, que aliás é bem ruim, você tem uma guitarra e toca sucessos do Rock como Smoke on the Water, do Deep Purple, e Sai da Minha Aba, do Só pra Contrariar.

Ok, esta versão não foi lançada ainda. Tudo questão de tempo.


– METAL HEALTH WILL CURE YOUR CRAZY, BANG YOUR HEEEAAAAADDD

Bom, voltando ao assunto. Qual era o assunto?

Guitar Hero é sucesso porque a grande maioria dos gamers é guitarrista frustrado. É um jogo foda, claro, mas sempre aparece aquele discurso “se eu posso tocar guitarra de verdade, porque vou ficar me matando pra apertar frenéticamente uma guitarra de plástico?”. Aliás esse discurso é válido pra qualquer outro jogo.

– Se eu posso pegar uma bola de verdade e chutá-la com meus amigos, porquê vou perder meu tempo jogando Winning Eleven?
– Se eu posso pegar um carro de verdade e enfiá-lo no meio de um poste, pra quê vou perder meu tempo jogando Gran Turismo?
– Se eu posso pegar uma loli japonesa e deflorá-la dentro de um trem lotado que ninguém vai perceber, pra quê vou perder meu tempo assistindo anime?

O argumento contra é que você jamais vai ser o Zidane, jamais vai dividir um carro em dois usando um poste e sair vivo e convenhamos: você, logo você, jamais vai traçar uma japa dentro de um trem. Essa é a graça dos jogos: representação. Vai dizer que você nunca esticou o pescoço pra ver o que havia além daquela parede, ou atrás do painel daquele helicóptero que você está pilotando virtualmente? Fazer com que o jogador faça parte do ambiente do game é o objetivo da maioria dos jogos nextgen.

Aí aparece na Sônia Abrão NOSSA JOGO ULTRA VIOLENTO FAZ COM QUE JOGADOR SIMULE ESTRANGULAMENTO E ESQUARTEJAMENTO DE VÍTIMAS. VIDEOGAMES ESTÃO TORNANDO NOSSOS JOVENS MAIS VIOLENTOS: JOVEM ESTRANGULA E ESQUARTEJA PARCEIRO DE JOGO PORQUE ELE NÃO AJUDOU A MATAR O DRAGÃO MALVADO.

Eu sempre pensei que essa imersão no mundo dos games era algo bom. Até me aparecer isso.

Rockband é um guitar Hero com todos os instrumentos que uma banda de rock decente possui: vocal, bateria, baixo e guitarra. O jogo original é vendido com um pacote com todos esses controles-instrumentos. Eu estava MUITO interessado na bateria. Não entendo absolutamente nada dela, mas bater em tambores e fazer barulho virtual, sem ninguém mandar tocar mais baixo é algo cabeçalmente divertido.

Mas falhou. Até que me dêem argumento pra desmentir esta afirmação, a bateria É a parte mais sem graça do Rockband. Veja o vídeo e você vai entender o porquê disso.

Além da vocalista cantar mal em cima da voz original da música, além do guitarrista que empolga e começa a fazer movimentos típicos dos Menudos armados com guitarras, além de TODO o circo que transformaram o bagulho… tem o baterista. Quieto, na dele, tocando tambores de plástico usando baquetas de plástico. A função dele ali é bater e bater, se segurando pra mandar todo mundo para o fundo dos infernos e soltar um solo freestyle absurdo de 2 minutos capaz de provocar espasmos musculares em todos num raio de 20 metros dali.

Óbvio que comparar uma jogo com uma banda de rock é equivalente a pedir pra não atirar na cara pra não estragar o velório. A questão é que se os caras prometem um jogo capaz de te colocar no meio de uma banda de rock, eles teriam que fazer algo melhor que botar instrumentos de plástico na mão de jogadores se colocando em situação constrangedora. Aliás, acho que a merda começou quando colocaram um microfone na bagaça: tudo que envolva pessoas não capacitadas e um microfone dá em merda. Absolutamente tudo.

A não ser que vocês estejam jogando num churrasco. Neste caso, nenhum argumento contra é válido.

Autor: Raphs

Três palavras definem bem o autor: velho mau humorado. Fisicamente, três anos a menos. Mentalmente, sessenta anos a mais.

13 comentários em “O problema de RockBand”

  1. O mais absurdo é que o preço no Mercado Livre do Rockband pra Xbox 360 é 1000,00 reais, enquanto nos EUA voce pode comprar a mesma bagaça por 160 dolares 😮

    e tem mais, o rockband permite que voce adicione mais musicas fazendo o download do microsoft live, que não está disponivel no Brasil, então brasileiro que se f***!

    o jogo não é ruim, se vc ficar so na guitarra, pq a bateria é exatamente o q se ve no video e quanto ao vocal eu tenho que concordar que “tudo que envolva pessoas não capacitadas e um microfone dá em merda”.

    conclusão: o rockband só é melhor que o guitar hero pq permite adicionar mais musicas sem ter q comprar um jogo novo, mas como eu disse antes, se vc vive no brasil, esquece!

    ps: Rockband não é a continuação do Guitar Hero, é o concorrente.

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  2. pow, rockband eh legal, mas esses kra do video taum parecendo umas lesma tocando, aquele guitarrista é um emo com cãimbra, mal se meche (claro que nao precisa exagerar nos movimentos, nao fique se achando o Slash com a guitarrinha), o baterista eh um véio de terno q coloco aquilo no fácil, soh pode, pq ele mal faz alguma coisa ali… a vocalista eu comia, mas tem uma voz de taquara rachada…

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