Alternativas para um pé na bunda

Eu adoro vocês, sério.

Existem muitas coisas que você pode dar exemplo na hora de exagerar um número. Grãos de areia no deserto do Saara, o número total de estrelas presentes no universo, enfim. Todos estes números, somados, não são capazes de contabilizar a quantidade absoluta de assuntos que poderiam escolher pra um post, mas na somatória final escolheram logo algo que vai me foder lindamente com minha namorada. Se é pelo bem do blog e pela felicidade geral dos leitores, falemos sobre curas alternativas para pé na bunda.

***

Um pé na bunda nada mais é do que uma punhalada nas costas – e eu tenho PhD nas duas coisas. Mas vamos nos concentrar na parte que você se torna uma pilha de lixo humano em decomposição e esquecer as traições iscarióticas. Eu só sei falar me dirigindo a homens, então as meninas terão que usar a criatividade pra converter a situação ao seu favor.

A verdade é essa: tua namorada te largou. Se você é um bom rapaz, não trai, é romântico, carinhoso, dá atenção, respeita, enfim, é o cara perfeito e ela mesmo assim larga de você… meu amigo, você está bastante fodido. Desista, no presente momento, não há nada que vá fazer ela voltar atrás nesta drástica decisão.

Como eu adoro fazer listas enumeradas, você tem quatro caminhos: correr atrás, viver sua vida, agir com indiferença ou tomar medidas extremas desesperadas.

1- Correndo atrás

Meu amigo, é a mulher que você ama. Você moveria montanhas pra ter ela de novo, mas ela não dirá o mesmo. O objetivo aqui é, basicamente, vencer pelo cansaço.

Mande flores, ligue só pra perguntar se ela está bem, faça de tudo pra ela se tocar que você gosta dela e não vai parar de encher o saco enquanto ela não voltar pros teus braços. Esse é o caminho menos recomendado, com menor chance de funcionar e mais capaz de destruir seu coraçãozinho quando ver que ela tá pouco se fodendo pras suas boas intenções.

Afinal de contas, se ela terminou tudo é porque você tem algum defeito.

2- Vivendo a vida adoidado.

Este é, digamos, um passo obrigatório. Lembre-se que você tinha amigos antes de namorar. Você era pegador, todo mundo gostava de você. Sua namorada foi a responsável pelo fato de que você não era mais convidado para as baladas de sexta, os churrascos de sábado e as peladas de domingo de manhã. Você tem uma vida social para recuperar!

Cair na cerveja ajuda nos primeiros momentos. Porém lembre-se que o álcool é uma droga depressora: a primeira sensação é de bem-estar, depois ele te afoga numa fossa sem tamanho. Beber não é ruim, apenas pare enquanto está alegre. Se passar do ponto, as lembranças dela vão ficar na sua cabeça e provavelmente você vai beber mais, mais e mais até terminar a festa na terceira cabine perto da parede, tendo como companhia uma privada suja de boate.

O objetivo aqui pode ser descrito pelas palavras de uma grande poeta do nosso século:

Baba, olha o que perdeu
Baba, a criança cresceu
Bem feito pra você, é
Agora eu sou mais eu
KEY Kelly, “Baba, Baby!”, 2001


Imagino Carlos Drummond de Andrade sorrindo com essas luvas

Tudo o que você fizer aqui, inconscientemente, vai fazer pra esfregar na cara dela que você está melhor assim, embora você saiba que não seja verdade. Agir assim provoca algum estrago a curto prazo, mas logo você se toca que ela também vai fazer coisas legais com outras pessoas – ou seja, ela vai estar melhor que você e sem pé na bunda.

Faça coisas que você não faria com ela, pegue outras gurias, seja feliz, com certeza você não vai tapar o buraco deixado por ela, mas vai botar umas boas mãos de terra lá dentro. Afinal se o buraco é raso dá pra você pisar e passar por cima. Se tiver fundo, você cai e fica preso igual a Equipe Rocket em dois terços dos episódios de Pokemon.

Mas essa fase de euforia é complicada: quando acaba, você está novamente na merda. As baladinhas vão ficar mais espaçadas, o preço da carne vai subir com a inflação e o dono do campinho vai começar a alugar o lugar pra cultos evangélicos. Uma hora você vai ficar sozinho – e vai cavar o mesmo buraco de novo.

3- Agir com indiferença.

Interprete sua vida como um livro e ela será uma página marcada virada lá atrás. Escreva o resto do livro sem ela, mesmo sabendo que alguns capítulos atrás ela foi o personagem principal.

Este é o passo mais eficiente, mas também o mais complicado. É preciso ter a habilidade mental e o autocontrole de um monge tibetano pra conseguir parar de pensar na punhalada, ou mesmo parar de pensar na pessoa. De meditação a masturbação, tudo vale pra conseguir o êxito de livrar sua mente do ENCOSTO que a pessoa amada acaba se tornando.

Claro que varia muito do motivo da punhalada. Se você deu motivo pra isso – traição, agressão física, não gostar de fio-terra – vai ser mais fácil, já que você uma hora se dará conta de que foi o culpado. Agora, se você é um homem abençoado, um anjo, um semideus, além de ser o único de sua raça, também vai ter que se conformar com o fato de que foi bom, mas não foi suficiente. Isso é difícil, mas não impossível.

Se você ainda consegue olhar na cara dela, nada os impede de ainda conversarem. Seja amigo mas não esqueça que um dia ela foi o anticristo. Não faça as coisas com segundas intenções porque – acredite – elas sempre se voltarão contra você.

4- Medidas extremas desesperadas

Inclua aqui todas as medidas extremas desesperadas, como por exemplo publicar as fotos dela seminua num site amador da Internet, persegui-la em todos os lugares, perseguir os amigos, perseguir os parentes, forjar logs de MSN falsos, cortar os pulsos ou se tornar padre. Portanto, nada de matar sua ex-namorada, tirar a pele, embrulhar seu cachorro com ela e sair pra rua com ele – isso não é muito bem-visto socialmente.

Não é necessário dizer que você não vai a lugar algum assim.

***

Mas pensa pelo lado bom: se você levou um pé na bunda, não precisa se preocupar com o maior inimigo de todo cara comprometido:


Rolo de Macarrão em AÇO INOX – 200 anos de fidelidade garantida.

Tenho minhas dúvidas se prefiro ser apunhalado ou conhecer um desses. Né Laura?

Autor: Raphs

Três palavras definem bem o autor: velho mau humorado. Fisicamente, três anos a menos. Mentalmente, sessenta anos a mais.

22 comentários em “Alternativas para um pé na bunda”

  1. Texto extremamente emo…mas mto bom como sempre!
    xD
    Agora…”não gostar de fio-terra”…(????)

    Hum…não sei não, mas isso me pareceu mais uma revelação de experiência própria do que simplesmente um comentário aleatório…

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  2. “Todos estes números, somados, não são capazes de contabilizar a quantidade absoluta de assuntos que poderiam escolher pra um post, mas na somatória final”

    somatória final: DOIS

    -____________-

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  3. @Raphs
    uaheuaehieheiu
    sinceramente não sei… eu já tinha zuado antes por causa de posts gays mas quem tem usado esse termo ultimamente é você o.o

    @Kel
    Você e sua familia de travestis

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  4. Ser indiferente é foda, é o que tenho sido mas sei como é dificil, o cara deita com a cabeça no travesseiro afim de esganar alguém, de preferencia o cara com quem ela te traiu!
    ignorar a pessoa e seguir a vida…
    é o que tenho feito mas PQP!
    é foda sair e encontra-la nas mesmas festas ou reave-la na faculdade, mesmo entando acompanhado por alguma guria mais gata que ela aquele sentimentozinho de desgosto fica entalado na garganta.

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