Sobre Lindemberg, veraneio vascaína e as cabeças de pedra na Ilha de Páscoa


SEJAM BEM-VINDOS, PÁRAQUEDISTAS DO GOOGLE! QUANTA SAUDADE SENTIMOS!

Desde o caso super saturado da menina Isabella Nardoni eu queria voltar a discorrer sobre esses ESCÂNDALOS DE NÍVEL NACIONAL.

Essas ‘tragédias’ costumam acontecer no Brasil de forma SAZONAL. De tempos em tempos, uma história revoltante e absurda toma todas as formas de mídia do país, de jornais a rádios de elevador. As televisões ocupam praticamente um terço de sua programação só para esses casos.

UPDATE: Sazonal – referente a Sazon, aquele tempero que sua mãe usa pra botar mais AMOR na comida.

Mas se pararmos para perceber ou pelo menos reparar com um olhar mais atento e menos passional, veremos que NÃO SÃO tragédias nacionais, são casos curiosos e muito divulgados que chamam a atenção porque fogem do “padrão normal” de violência. Assaltos à mão armada deixaram de ser notícia quente. Repare que TODAS elas são causadas ou envolvem pessoas de classe média-alta (com exceção de João Hélio). Vamos fazer um pequeno balanço?

Notícias recentes que são consideradas tragédias de comoção nacional:

Índio Pataxó queimado vivo por babaquinhas classe média (Brasília, 1997)

Galdino Jesus dos Santos foi um líder do povo Pataxó que tinha dado um pulo em Brasília reivindicar terras envolvidas em conflitos com fazendeiros. Ele e mais sete lideranças e o MST foram recebidos pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, mas as reuniões acabaram durando mais do que o previsto e Galdino perdeu o horário da pensão em que se hospedaria. Sem opção, foi tirar um ronco em um ponto de ônibus.

Como não têm enxada pra pegar porque são sustentados pelos pais, babaquinhas de classe média não tinham mais o que fazer e decidiram aprontar uma com aquele “mendigo” que ali repousava sob um cobertor. Atearam fogo no pobre índio, que veio a falecer poucas horas depois.

Porque chocou o país?
À lá Faroeste Caboclo, “ele queria era falar com o Presidente pra ajudar toda essa gente que só faz sofrer”. Depois de muito negociar, decide tirar um ronco, perde o horário da pensão e é OBRIGADO a dormir na rua. É confundido com um mendigo, chega uns maluco que não tinha nada pra fazer e BOTA FOGO no cara – como se ser mendigo fosse requisito primário pra botar fogo em alguém.

Dois dos três imbecis foram condenados a 14 anos de prisão, o outro cumpriu penas alternativas por ser menor de idade. Como os boyzinhos eram de famílias influentes, conseguiram diversas regalias bacanas. Mesmo se tratando de um crime hediondo e tendo certos benefícios negados por lei, eles tinham acesso a banhos quentes e cortina nas celas. É pouco pra você? Saiba que os caras TÊM POSSE DA CHAVE DA PRÓPRIA CELA e, um ano depois, já podiam exercer cargos administrativos em órgãos públicos.

Suzane von Hightjncockfovltofen planeja ‘o crime perfeito’ e mata os pais (2002)

De família classe-média alta, Suzane von Hitchtofen planeja juntamente com o namorado Daniel e seu irmão Christian Cravinhos a morte dos pais. Marta e Manfred von Hitchtofen. Acredita-se que o principal motivo para o crime fosse a desaprovação dos pais sobre o namoro de Suzane e Daniel Cravinhos. Mas é claro: embora negasse, é óbvio que havia o interesse na nem tão gorda herança da família, avaliada em R$ 2 milhões.

Dias antes do crime, Suzane teria feito testes com armas de fogo, mas por fazerem barulho demais foram descartadas. Acharam melhor partir no Streets of Rage style.

Suzane, com seus então infinitos conhecimentos em advocacia e direito penal de aluna de primeiro ano de Direito, teve a idéia de matar os pais e fazer com que tudo parecesse “apenas” latrocínio (roubo seguido de morte). O crime em si aconteceu de forma rápida: na noite de 31 de Outubro de 2002, os irmãos Cravinhos entram na casa e espancam os pais de Suzane com canos de metal até a morte. Em seguida reviraram a casa e levaram poucos dólares – caracterizando o latrocínio.

Porque chocou o país?
Bom, a guria mata os pais porque eles não gostam do namorado – e pra receber a herança. Acha que só porque tem noções ridículas de Direito pode enganar a própria Lei. Daniel, além de executar o crime, ainda teria ligado para a polícia e dito “olha, tô aqui às 4 horas da manhã na frente da casa do meu sogro e eu acho que ela foi assaltada”. Nem um pouco suspeito.

Suzane ainda receberia Habeas Corpus e cumprido parte da pena em liberdade, mas por ‘oferecer risco à integridade’ do irmão acabou voltando para o cárcere privado. Daí em diante ela vai em espiral para o fundo do poço. Na cadeia, adota um comportamento infantil e faz da advogada praticamente alguém da família. O fundo mesmo chegou com a ‘reveladora’ entrevista dada ao Fantástico em setembro de 2006. O link para a matéria é a entrevista na íntegra, pra quem não viu ou não era nascido na época eu recomendo a leitura.

A lição que tiramos disso? Simples, o crime engorda.

Menino João Hélio Fernandes arrastado até a morte por assaltantes (2007)
Na noite de 7 de fevereiro de 2007, Rosa Cristina, seus dois filhos e uma amiga voltavam para casa no subúrbio da maravilhosa e pacata cidade do Rio de Janeiro. Enquanto parava num semáforo, foi abordada por três homens armados que ordenaram que todos saíssem do veículo.

Todos saíram, menos João Hélio, que ficou preso no banco traseiro pelo cinto de segurança. A mãe do garoto ainda teria alertado os bandidos sobre o cinto, mas eles a ignoraram. Bateram a porta do veículo e saíram em disparada – mas esqueceram um pequeno detalhe: o garoto preso pelo lado de fora.

João Hélio foi arrastado por mais de sete quilômetros pelas ruas não policiadas do subúrbio carioca. Durante o ‘percurso’, foi perdendo parte das mãos e por fim a cabeça. Enquanto isso, os bandidos tentavam se livrar do garoto fazendo movimentos bruscos com o carro, fazendo o garoto se debater contra postes e calçadas.

Os caras obviamente tinham noção do que estava acontecendo – portanto os bandidos fizeram questão de ‘dar requintes de crueldade’ ao crime. Em momento algum o motorista disse:

– Me dê aqui essa garrafa de rum, seu rato imundo!
– Sim capitão! Yarrr har har
– Marujos, levantem a âncora! Vamos partir!

Algumas pessoas ainda tentaram alertar os bandidos em alta velocidade sobre o garoto, em vão. O carro foi abandonado numa rua sem saída e os bandidos fugiram. O corpo encontrava-se completamente irreconhecível.

Porque chocou o país?
Bom, não precisa falar muito. Talvez os dicionários não tenham palavras pra descrever ‘pessoas’ que roubam um carro e, ao ver uma criança sendo arrastada até a morte ‘por acidente’, apenas tentam se livrar do corpo. A resposta dos caras para quem tentava alertá-los sobre o garoto era “o que estava sendo arrastado não era uma criança, mas um mero boneco de Judas”.

Após o acontecido, centenas de pessoas se reuniam em passeatas pela paz. Dos cinco culpados, um era menor e cumpriu apenas 3 meses de reclusão em uma instituição para menores infratores. Os outros quatro foram sentenciados e suas penas variam de 39 a 45 anos de prisão.

Porra, é óbvio que uma criança sendo arrastada até a morte vai causar alguma indignação. Só não dá pra entender qual o motivo de centenas de pessoas fazem passeatas pedindo paz. Não dá pra entender o que essas passeatas vão conseguir, ninguém vai olhar e dizer “tadinho do garoto, vamos aqui abrir uma exceção e vamos apresentar esses caras malvados à cadeira elétrica”. A não ser que essas passeatas sejam algum tipo de MOVIMENTO EM PROL DA INVENÇÃO DA MÁQUINA DO TEMPO.

Agora, quem deve abrir os olhos pra essas situações DEVEM ser aqueles que PODEM fazer alguma coisa. Homenagens não bastam, o garoto não é um herói nacional. Situações assim exigem mudanças na lei, pra que os culpados tenham o que merecem e os futuros casos tenham exemplo. Não basta botar camiseta branca e sair às ruas pedindo paz.

Caso Isabella Nardoni (2008)

Entre bilhões de versões, fatos distorcidos e algumas verdades, o necessário para o entendimento é o seguinte: a menina Isabella de Oliveira Nardoni, de apenas cinco anos de idade, passava a noite com seu pai e sua madrasta, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, respectivamente. Num acesso de raiva (ou loucura), os dois começam a maltratar a menina de uma forma meio fora do comum.

Alexandre já era conhecido por ter um temperamento explosivo, destrutivo. Brigas e discussões eram ouvidas pelos vizinhos do apartamento quase que diariamente. Na noite de 29 de março de 2008, Isabella teria sido violentada pelo pai e pela madrasta, sofrendo cortes e torções e tendo um dos dedos quebrados. Em seguida, sido sufocada e então, o golpe final. O pai da menina entrou no quarto, cortou a grade de proteção do apartamento e segurou a menina do lado de fora. Pouco depois, a soltou.

Isabella caiu do sexto andar e teve traumatismos por todo o corpo. A menina chegou a ser atendida pelos bombeiros mas morreu a caminho do hospital.

Porque chocou o país?
Assim como o caso de João Hélio, violência contra crianças é algo repulsivo, inadmissível. Até pra quem tem coração frio pra certas coisas, imaginar que uma menina de seis anos foi jogada da janela do sexto andar é de arrepiar. Quando a perícia mostrou as marcas dos dedos da menina durante a queda, levei um PÓÓÓ DE DIAMANTE na espinha. Congelei.

O que marcou nesse episódio foi a absurda cobertura da imprensa. Os passos de Alexandre e Anna Carolina foram seguidos nos mínimos detalhes, como se fossem divindades extra terrenas em visita ao nosso planeta. A RedeTV dedicava 97% de sua programação na cobertura do caso, fosse nos telejornais, nos programas de fofoca ou no melhor programa de entrevistas a especialistas da televisão brasileira, o Superpop. Entidades de admirável respeito como ex integrantes de reality shows e Vossa Excelência MC Créu davam sua opinião sobre o assunto todos os dias.

Além da imprensa, o casal Nardoni era em especial attention whore. Quanto mais negavam e inventavam versões alternativas para o crime, mais entravam em contradição e mais provas de sua culpa eram encontradas. As investigações foram feitas, refeitas, refeitas novamente e, quando não tinham mais o que descobrir, acho que apagaram tudo e começaram de novo. A cada dia novos detalhes eram divulgados e quando não havia nada, reafirmavam alguma coisa que já sabíamos.

Quando não havia mais o que inventar, os dois resolveram dar entrevista para o Fantástico, seguindo os passos de Suzane von Hitchtofen, e acabaram por conquistar uma antipatia ainda maior do público. O olhar frio e a calma de Alexandre ao falar do assassinato da própria filha é assustador.

Não é exagero falar que o país parou pra acompanhar o caso. Pelo menos os desocupados e os psicologicamente influenciáveis ficavam horas à frente da televisão colhendo mais detalhes pra aumentar seu leque. Era como se todos colecionassem figurinhas e mais tarde se encontrassem num lugar comum pra trocar e aumentar a coleção.

O que foi feito? Nada! Não havia nada a ser feito, a não ser que o dono de uma grande empresa de grades de proteção anunciasse a produção em massa da nova classe de grades Nardoni-proof, completamente incortáveis e infalíveis. Pelo menos evitaria a chuva de crianças pela janela, algo deplorável pelo padrão de nossa sociedade.

Caso Lindemberg S2 Eloá (2008)

Não há muito o que dizer sobre o caso que atualmente ocupa todos os tipos de mídia do país. O nosso amigo Lindemberg Fernandes Alves, de 22 anos, resolveu numa bela manhã SEQUESTRAR a ex-namorada Eloá, de apenas 15 aninhos, porque morria de ciúme dela. Dava início o maior caso de cárcere privado da história de São Paulo.

Depois de cinco dias de negociações e muita enrolação, a polícia resolve entrar no cativeiro e Linduba atira nas duas meninas – Eloá e Nayara, uma amiga que teve a brilhante idéia de VOLTAR ao cativeiro depois de ser libertada. Eloá recebeu um tiro na virilha e na cabeça, enquanto Nayara foi atingida no rosto. Segundo a polícia, as duas já estavam baleadas na hora da invasão.

Preso, Lindenberg dizia apenas “Quero Eloá. Eu amo a Eloá.” Ou seja, Lindenberg era nada menos que uma versão nua e crua do saudoso Tonho da Lua.

Porque chocou o país?
Por dois motivos: o primeiro foi a proporção homérica que um crime passional pode adquirir, agravado por uma pessoa fora de sua sanidade mental. Se Linduba era classificado como ‘um rapaz gentil e trabalhador, que paga muitos impostos e contribui para o futuro do país’ pelos familiares, o que levou ele a dar fim na vida da menina que amava?

Lindoca fez o Brasil parar por cinco dias. Nem a crise da economia, nem o conflito armado entre policiais militares e civis, nem o Corinthians a um passo de retornar à primeira divisão, NADA teve mais destaque na mídia nacional do que o nosso Tonho da Lua e sua Ritinha. O que levou ele a resistir tanto tempo? Porra, cinco dias sem dormir? Sem comer? De duas, uma: ou ele é um MONGE ou é um ATLETA. Esse cara merece uma medalha!

O segundo motivo foi a atuação da polícia. Depois de cinco dias de poucos avanços nas negociações, a polícia resolveu agir um pouquinho. Os atiradores de elite tiveram seis chances claras de dar um desfecho na história, enfiando uma azeitona preta no meio das idéias de Linduba. Não uma ou duas chances, SEIS. A polícia infelizmente ACERTOU em não dar o comando para atirar.

Se Lindenberg morresse ali, morreria como mártir, como vítima. O Brasil inteiro esqueceria de TODA a situação causada pelo rapaz e adotaria o discurso de

– É TUDO CULPA DESSA POLÍCIA INEFICIENTE!!!!
– O RAPAZ TAVA PASSANDO POR UM MOMENTO DIFICIL, NUNCA FEZ MAL PRA NINGUÉM!!!
– VAI PASSANDO O CAMINHÃO DE PRODUTO DE LIMPEZA! AMACIANTE, CERA, CLORO E PASTA PARA BRILHO, ROUPALIN, DESINFETANTE, DETERGENTE…
– POLÍCIA TEM QUE MATAR BANDIDO, NÃO GENTE HONESTA E TRABALHADORA!!!

A bala no meio dos cornos de Lindenberg resolveria TUDO, mas seria um tiro no pé da própria polícia. Mas como merda costuma acontecer, principalmente em terras tupiniquins, o tiro poderia errar o alvo. Se Lindenberg fosse atingido de forma não letal, ou pelo menos percebesse a ação dos franco-atiradores, a vida das duas adolescentes iria pro saco – provavelmente junto com a dele também. Se o grande Lindoba ameaçava tirar a própria vida durante as ‘negociações’, quando percebesse que o pau comeria pro lado dele não pensaria duas vezes antes de estourar seus miolos.

Com tudo quase resolvido, chegam o advogado e o cara dos Direitos Humanos pra ‘garantir a integridade física do rapaz Lindenberg’. Ah, faça-me o favor, esse cara antes de mofar na cadeia merece uma pena alternativa. Duas horas diárias passando por um corredor polonês feito de pirocas flácidas, mais meia hora diária de empalamento.

O resultado de tudo isso? Eloá recebeu dois tiros de Lindenberg, na cabeça e na virilha, e faleceu na tarde de domingo. Nayara também foi atingida no rosto, mas passa bem. Lindenberg está preso e mantido longe de outros presos – por questões de segurança.

***

Todos esses casos, que óbviamente não formam um ranking ou coisa do tipo, foram causados por civis, pessoas comuns. De tempos em tempos temos ainda tragédias nacionais de grande porte, como os desastres aéreos do Gol e da TAM, o incêndio no Edifício Joelma e outros, mas me falha a memória.

E você? Lembra de algum caso que fez o país inteiro assistir jornal só pra ter mais assunto no boteco? Os comentários estão te esperando!

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Autor: Raphs

Três palavras definem bem o autor: velho mau humorado. Fisicamente, três anos a menos. Mentalmente, sessenta anos a mais.

50 comentários em “Sobre Lindemberg, veraneio vascaína e as cabeças de pedra na Ilha de Páscoa”

  1. Cheguei aqui pela Carol e gostei muito do que li.

    Quando essa infestação midiática de manipulação da opinião pública vai acabar?! Pelo visto, quanto maior avança a tecnologia a mídia vai junto…

    Agora me vem ao caso três situações semelhantes as citadas…

    1. na mesma semana que Isabela Nardoni foi assassinada, uma outra menina lá do Espírito Santo, aparentemente caiu da janela e logo prenderam seu pai ou padrasto. Não se falou mais no assunto. Hunf!

    2. ontem ou hoje um grande empresário mercadista do Rio de Janeiro, foi morto à queima-roupa com um tiro na cabeça em sua residência. O que se fala a respeito?! Quase nada, só que já sabem quem é o suspeito;

    3. no final de semana li que um britânico matou a esposa porque a mesma mudou seu perfil no Facebook (site de relacionamento) para solteira no dia seguinte que ele saiu de casa. Francamente!

    4. agora são quatro casos… Uma jovem mãe de 16 anos foi assassinada pelo namorado, antes apanhou até. E o que dizem a mídia, os especialistas? Cadê todos? Interessante como há dois pesos, duas medidas para situações idênticas…

    A polícia nisso tudo? Total e completamente despreparada!!! Negociar com “maluco”? Nunca vi igual, principalmente sem um psicólogo ou psiquiatra junto. Ceder aos caprichos do meliante por mais de 48h? Na SWAT há o prazo de 24h no máximo!

    Polícia = algozes; sempre?! quase!

    Parabéns pela postagem! já está nos favoritos e nos feeds… 😉

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  2. foda mesmo. além desses casos, tem aquele onde o menino foi “acidentalmente” baleado pela polícia por eles terem confundido o carro com os dos bandidos.

    parabéns raphs.

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  3. Odeio loucos…
    Odeio polícia sem ação…
    Odeio população alienável…

    Bem… não acompanho muito essas coisas e talz, então não lembro de nenhum caso pra comentar. Mas foi um post muito bom… e é enxada, e não enchada xDDD

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  4. Lindoca e Linduba?

    VAAAI RAAPHS!
    Esses apelidos saao meio que intimos, se vooce ta intimo assim, eu so te aconceelho a usar capacete e teer cuidado com as bolas de feerro!
    e tambeem troque as chaves de caasa e paans.

    Adooorei o post raaaphs 😀
    parabeeens pra ti, eu acho que nem preciso fala que eu te admiro nee? 😉

    OBS.: a falta de acentos e taals eh porque eu to no notebook da mamis, o que me incapacilita de escrever com acentos.

    BEEIJOS ;*

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  5. Parabéns pelo texto denunciando claramente as falácias das “tragédias nacionais”. Mas mais do que sua falácia, o texto demonstrou a força de suas cargas emocionais. Pois mesmo você, que as criticou, foi por elas afetado.
    Isso se denota claramente na citação sobre o corredor polonês para o autor da recente tragédia. É comum que após casos assim, a população queira pena de morte, tortura, desmembramento e etc…
    Aqui poderiam caber inúmeras colocações sobre direitos e garantias fundamentais e a forma como é justamente estes direitos e garantias de que gozam os criminosos, que cria o horrível crime por eles cometido.
    Aqui poderiam caber colocações sobre a evolução que o fim dos castigos físicos e morte representaram na legislação penal, e citações de Focault à Zaffaroni.
    Mas vou me ater a um aspecto que demonstra o quão inútil são essas revoltas, essa vontade de voltar a pena de morte: Essas penas, não se aplicariam ao caso que as motivou.
    Curioso não? Estudando direito, descobriremos que ninguém pode ser punido de forma mais grave do que determina a lei no momento de seu crime.
    Ou seja, se depois do Lindemberg aí aprovássemos a pena de morte empalado após tortura de corredor polonês de falos de borracha flácidos, ainda assim o dito cujo não passaria por isso. E se mudassemos a lei que determina que ele não pode ser punido de forma diferente ao que estava previsto quando ele cometeu o crime?
    Se fizermos isso, melhor fugirmos do país, antes que algum doido resolva que beber com menos de 18 anos merece a pena de morte e “os homi” batam na nossa porta pra nos levar pra cadeira elétrica…
    Só para constar, esse lance que falei da lei só atingir fato posterior à ela, encontra-se no art. 1º do Código Penal e em algum inciso do art. 5º da Constituição.

    E daí?
    Bem, daí que enquanto nos fazem perder tempo com essa idiotice, coisas sem importância como uma crise internacional e eleições municipais acontecem por aí.
    Aliás, se não me engano, o caso Isabella Nardoni veio em época de CPI. Curiosamente, a CPI saiu de cena e entrou a Isabella. E quem sabe o que foi feito da CPI?
    Por isso, odeio imbecis com frazessinhas imbecis no nick em luto de uma pessoa que jamais viram na vida.
    Que fiquem chocados, vá lá, mas velar luto? Fazer protesto? Com tanta coisa mais importante acontecendo? Coisa de desocupado mesmo…

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  6. @Vecna

    Talvez seu comentário transcreva melhor o que eu penso do próprio post.

    É impossível não ser afetado pelos casos das duas crianças. São crianças, afinal de contas. Ninguém tem sangue de barata e de apontar o rasto de sangue deixado pelo menino arrastado e dar risada da multidão que chora.

    As famosas ‘passeatas pela paz’ até que deram um tempo, mas é sempre assim: um inocente morre e uma passeata brota do nada. No caso do João Hélio, centenas de pessoas percorreram os sete quilômetros do ‘calvário’ do menino debaixo de um sol de quarenta graus! Isso a troco de quê?

    Como leigo, apenas podemos esperar que o mínimo de justiça seja feita. Esses casos não podem ser evitados, afinal até entre os criminosos surgem as aberrações. Vocês que têm o conhecimento das leis são a luz nos olhos dos céticos e pouco afortunados com um pouco de pensamento crítico.

    Temos uma polícia que não é exemplo de bom caráter? Claro, somos o país do “jeitinho”, dos “corres”. Mas também temos polícia que cumpre o trabalho, que faz o certo. Mas eles não podem ter medo de quem protege, não devem ter medo do povo.

    Devíamos acreditar tanto na justiça quanto no justiceiro, mas somos educados de forma a apenas esperar que a justiça seja feita.

    Enquanto isso, martirizam Eloá e fingem que sentem luto por ela. Já tratamos disso aqui, aliás.

    http://odeioejustifico.aoeblogs.org/indignacao-inutil/sobre-rular-na-life-e-o-desastre-do-3054/

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  7. Quer outro caso de criança? Procura sobre uma garota daqui que era torturada pela madrasta, sei lá que que era aquilo. Calabrezzi eu acho que é o sobrenome da criatura. Juro, eu nunca fiquei muito “OMFG QUE TRISTE” pra esses casos não, mas o da menina foi mega paia. Não chegou a morrer, mas cara, a língua da menina tem formato de florzinha porque a tia lá cortava a língua dela com alicate. Passava ferro na mão dela e tal.
    MUITO PAIA. D:

    Ficou mais de duas semanas o jornal falando SÓ sobre isso.

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  8. E concordo 100% com o Vecna, falou tudo porra. Não aguento esse draminha que nego faz também, mas não sei escrever tão bem quanto os senhores pra expor o que penso, então vou guardar pra mim mesmo. Agora, não sabia que o João Hélio tinha morrido desse jeito, cruzes. Imagina a cena… meu deus. =|

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  9. Pra complementar o post do Draco (é o ferngully?)… eu vi ontem mesmo sobre um rapaz que invadiu a casa da namorada de 16 anos e assassinou a mulher com um tiro na cabeça… NA FRENTE DO FILHO DELES DE UM ANO. Mas não teve atenção nenhuma, pelo contrário, parece que tentaram vender a notícia pegando carona na eloá… coincidência ou não, tanto o cara quanto a mãe de 16 anos que morreu eram de classe baixa.

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  10. Cara, genial o texto, como praticamente todos os que você escreve. Bem argumentado, polêmico e direto na jugular.

    Conheci este blog depois de receber trocentas indicações do seu texto sobre aranhas e imediatamente assinei o feed. Mas acabei parando de ler porque por um tempo eu só via logs de conversas de MSN. Fico feliz de ver que está cheio de textos de qualidade de novo!

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  11. @Kel

    Sim, é o Fern

    @Dy

    Hasdhkalkf valeu

    @Christian Gump

    Infelizmente a falta de tempo não permite que eu atualize tanto. Um ponto positivo é que recuperei a vontade de escrever, portanto textos decentes vão aparecer aqui com mais frequência. Já os logs só aparecem quando o Luke tem algum momento épico.

    @Leo

    Do caralho o texto que tu me mandou, rapá. Taquipariu, tu resumiu tudo que eu pensava num lugar só. Publicou em algum lugar?

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  12. primeiro:O caso da Isabela Nardoni nada tem haver com esse caso.A Isabela era uma criança e foi uma atrocidade
    Segundo:Cada um escolhe o que quer pra sua vida.Infelizmente a Eloá escolheu viver assim,de tal forma,para que as coisas chegassem a este ponto,e os pais apoiaram,e o pior,todo mundo está apoiando!
    Terceiro:Quero só saber se toda está polêmina com o caso da Eloá vai resolver o problema de inversão de valores,vai acabar com o programa malhação e muitos outros que induzem os adolescentes a desprezar seu próprio corpo,acabando por ocorrer o que ocorreu.
    Pra finalizar,lhe digo que todo nós somos culpados.Não adianta culpar uma só pessoa.Estas coisas estão ocorrendo pra nos mostrar a realidade nua e crua das nossas escolhas.Nós escolhemos um mundo assim,pq liberamos e aceitamos esse mundo quando nos foi oferecido.O que falta no mundo é limite,educação e valor.Vc´s ainda pensam que valor é defender o orpimido?Nããão,valor mesmo é agir de tal forma para que isso que está ocorrendo nunca ocorra na vida de ninguém.Agora isso tudo é ruim pra mim e pra vc.Mais é bom pro silvio santos,roberto marinho e cia e os governantes que devem estar adorando,pq assim vão aproveitar o queixo da queda na economia americana pra roubar mais ainda!

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  13. @Léo

    Cara, eu discordo de muita coisa que tu disse.

    Primeiro: Isso também foi uma atrocidade. Eloá tinha 15 anos, ainda era criança também.
    Segundo: Nem ela nem ninguém sabia que o nosso companheiro Linduca ia fazer… bom, isso.
    Terceiro: Que inversão de valores? Tu acabou de dizer que cada um faz o que quer, se ela quer namorar um cara mais velho, ninguém tem nada a ver com isso.

    Eu não sou culpado pelo que aconteceu, você não é culpado, ninguém é. Como eu disse, é uma aberração. O que é um exagero é a divulgação non-stop às vezes doentia que fazem. É muito engraçado nego só culpar os donos das emissoras. Roberto Marinho tá morto cara. Silvio Santos não tem mais sanidade pra cuidar do jornalismo da própria emissora.

    Só faltava agora tirar a culpa do rapaz e colocar a culpa no sistema…

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  14. Discutir o assunto desta forma não é muito diferente do non-stop da mídia tradicional, pois é somente com propostas que geramos resultados. Aqui (leia-se na web) podemos interagir, omitir opiniões, corrigir falhas de interpretação e propor.

    Por exemplo, embora parte de sua crítica ao sensacionalismo das passeatas pela paz esteja correta, talvez você desconheça o fato de que nos bastidores está um movimento que tenta desesperadamente representatividade através de assinaturas para alterar, por exemplo, a lei de maioridade penal. É uma proposta. E está sendo conduzida conforme as regras do jogo: apoio oportuno da imprensa, alienação generalizada da população, desinteresse político e uma boa dose de burocracia.

    Eu confesso que sou mais chegado a uma “passeata” pela guerra, com armas em punho como fizeram os tibetanos, mas estamos em uma democracia. E a maioria ainda entende que o Estado é capaz de nos representar diante da atual violência.

    Para o(a) amigo(a) fã de filosofia do direito, recomendo outra leitura, talvez Latour, caindo na sociologia, que chegou a melhorar algumas idéias de seu mestre (Foucault). Embora admire sua competência metodológica, a visão hermenêutica depressiva de Foucault é muito mais destrutiva do que o contrário.

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  15. @Leandro

    Não coloquei as “consequências” de cada crime por… preguiça. O caso de Suzane abriu brechas pra mudanças na lei, ali algo foi feito sim. Agora os que cometem crimes contra familiares são excluídos automaticamente do direito de herança.

    No caso do menino João Hélio, é o que você disse: a diminuição da idade penal. Se bem que não adiantaria muito, as casas de detenção para menores no Brasil não são menos cruéis do que as próprias cadeias. Se o cara não entra lá bandido, com certeza sai bandido.

    Tive o prazer de conviver com um ex-menor infrator e ele me contou as barbáries a que eram submetidos os detentos. Mesmo os que participavam dos programas da Febem pra diminuição de pena, os que estavam lá pra se recuperar, eram maltratados, espancados, castigados. Os únicos protegidos eram os de costas quentes, apadrinhados por grandes grupos.

    Na verdade, o lance da maioridade no Brasil é uma grande hipocrisia.

    Você pode votar aos 16 anos, mas não pode dirigir. Botar um carro na mão de um adolescente definitivamente é um risco, mas botar o VOTO é um risco muito maior.

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  16. Era só o que faltava mesmo.Tirar a culpa de sí próprio,do sistema que nos é imposto,pq não vivemos em uma democracia.É tudo uma farsa liberal.Cada um escolhe o que quer,não estou aqui pra julgar a garota.Em minuto algum a julguei,ela é vítima e culpada ao mesmo tempo pq teve escolha e não soube escolher fingindo não ter escolha nenhuma.Eu falei sobre Roberto Marinho e CIA,não de uma forma individual.Esta mais do que na hora de deixarmos de ser vítimas.A Eloá não era uma criança,e não só o orkut com seus labirintos diz isso.Seus amigos dizem isso,seus familiares dizem isso,e seus namorados dizem isso.Ninguém melhor que um ex pra mostrar pra todo mundo quem ainda brinca de boneca ou n.
    Repito: Não foi uma atrocidade,pq crianças morrem de fome todos os dias e não é uma atrocidade,pelo menos para os folhetinistas de blogs.Nem eu nem vc fazemos nada,isso significa que muitos outros vão morrer não só desta forma.Todos os dias matamos uma galera de criança,falo de crianças mesmo!Tudo em prol de um carro novo,de uma nova bicicleta,ou de uma internet legal.O que é uma pena.Isso tudo pq ninguém assume culpa nenhuma de nada.Acaba por colocar culpa no assassino,na vítima…quando na verdade somos apenas grãos de areia,inacabados e induzidos pela dupla dinâmica:O sistema e a mídia que faz parte dele.E o mais cruel,a grande maioria adooora isso.

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  17. Ta, mas e todas as crianças e adolescentes que são estupradas, mortas, vendidas, e etc. O que acontece com elas? Porque ninguém faz passeatas pra elas? É isso que me irrita, todo esse boom da mídia uma vez a cada
    seis meses só pra ter um assunto pras marisa dondocas falarem na mesa do restaurante.

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  18. Léo, segundo o que tu diz eu sou “culpado” por ela ter morrido porque quero trabalhar, ganhar dinheiro e comprar um carro novo?

    É como dizer pro seu filho quando ele não come toda a comida: “Come tudo, porque tem muita gente passando fome no mundo!!!”. Mesmo se você lamber o prato, vão continuar passando fome.

    Me diz, Léo: quantas crianças você já salvou doando todo seu salário pra programas sociais? Afinal, ganhar dinheiro é coisa do sistema e o sistema mata criancinha.

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  19. Concordo plenamente com o que disse, tentei explicar exatamente isso para minha namorada.
    Ela tá toda “sentida” por causa dessa Eloá e eu falei que é de certo modo esse sentimento de tristeza nessas
    situações, desde que logo vai todo mundo esquecer.

    Vou recomendar para todos esse seu texto.

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  20. opa, só pra corrigir:

    Ela tá toda “sentida” por causa desse caso da Eloá e eu falei
    que é falsidade de certo modo, esse sentimento de tristeza, nessas
    situações, já que logo vai todo mundo esquecer.

    foi mal o erro.

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  21. Estou revoltado!
    Ninguem lembra dos garotos que foram esquartejados pelo pai e a madrasta…
    Como podem falar tanto da Isabela e praticamente esquecer esse caso!!
    Isso não faz muito sentido…
    Pó foi praticamente no lado da minha casa!!

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  22. “# Dan[SM] disse:

    Estou revoltado!
    Ninguem lembra dos garotos que foram esquartejados pelo pai e a madrasta…
    Como podem falar tanto da Isabela e praticamente esquecer esse caso!!
    Isso não faz muito sentido…
    Pó foi praticamente no lado da minha casa!!

    Pq cometeram o pecado do duplo P: Preto e Pobre.

    O povão quer entretenimento, não a realidade.

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  23. ÓTIMO texto. Perfeito. O caso que me vêm a memória agora é o do cara que saiu da boate, aparentemente não fez nada e durante um bate boca, o guarda-costas de outro cara atirou nele. Lembro que o presunto era estudante de medicina e como todos os outros mortos eram um rapaz cheio de vida e tinha uma foto sorridente estampada em camisetas durante uma passeata pela paz.
    Lembro do cara que esqueartejou a namorada inglesa e até agora não sei porquê o fiadaputa fez isso. Teve também o caso daquela empresária que adotava crianças pra torturar e inúmeros fatos de filhos mantendo pais idosos e doentes em casas imundas, eu já chorei vendo uma coisa dessas. Não sei explicar porque essas coisas acontecem, mas parece que de tempos em tempos um absurdo acontece pra lembrar os brasileiros que alguém precisa fazer alguma coisa. Estou cansada de pertencer a ‘geração do meio’. Aquela que não fez nada de diferente a não ser ‘canonizar’ os mortos em circunstâncias escrotas como os casos que todo mundo citou. Espera só eu ser presidente, vou virar essa buceta de país de cabeça pra baixo.

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  24. Nem tem o que se discutir mesmo, a mídia adora causar para poder ganhar seus pontinhos no IBOPE, e não é de hoje ou ontem, é SEMPRE!!

    Uma das pessoas que mais me irritaram nesse caso foi a Sonia Abraão, cara, como ela consegue ser tão chata e a ponto de piorar a situação?!

    Tipo, se num tivesse 4/5 da mídia em cima, passaria batido, como uma notícia normal do dia-a-dia e ele já teria se entregado numa boa.

    Mas não… Sonia Abraão é uma das nojentas da mídia.

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  25. seu texto é incrivelmente bom, pela argumentação. Apesar de não entender bem o objetivo dele…
    que começou, ao meu ver, querendo criticar ou comentar ao menos sobre a mídia. Depois, virou uma crítica aos bandidos miseráveis que fizeram tais crueldades.. e por mim, um mix de criticas.. hehe

    Bom, eu queria so responder sobre a parte da mídia com ma pergunta: Nos momentos que a TV exploravam tais temas (chocantes), eram todos os canais que transmitiam a mesma coisa simultaneamente? Entao…. haviam outras opções na tv… certo? Ok. O canal de tv tá nem aí para os casos, está ligando é para suas audiencias. Vc sabe disso. E se o povo quer ver tais assuntos repetidamente, sem parar.. eu como dono de televisão, o minimo que ia exigir dos meus diretores de redação é: “Explorem isso 100% do dia”.

    Quem faz a programação são os telespectadores! Se nao há nada de interessante, as pessoas assistiriam tv a cabo. Se nao tivessem, iriam ler livros… ou brincar com as crianças… Mas… preferem a televisão, e mais, o assunto chocante. A TV, então, se limita a seguir a onda, criada pelos telespectadores…

    Paciência…

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  26. ok, como estudante de jornalismo eu poderia dissertar um pouco sobre essa coisa de a mídia parecer urubu em cima de certos casos e não de outros.

    já disseram o que há de mais relevante: o que vende vira foco, o que não vende, é deixado de lado. simples assim. há milhões de teorias por trás, mas nem convém falar já que todo mundo sabe mais ou menos qual é a pegada da coisa.

    só tô comentando mesmo pra parabenizar o raphs por escrever sobre esse monte de merda e atrocidade e não perder o bom humor. shoray com o corredor polonês e as pirocas moles uaheuhaue 🙂

    :**

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  27. Cara nao olhei muito o post mais vi uma parte do que fala sobre o casa ELOA… nao qual analisando o caso (mesmo acampanhando pouco o caso) sei que dessa história tragica posso tirar dois exemplos para que a galera reflita um pouco, esses dois exemplos a seguir são do que poderia ter acontecido…

    1º Se caso, quando lindemberg tivese colocado a cabeça na janela com a ela, os atiradores de elite da policia militar poderiam telo matado facilmente o cara e libertado os refens sem nenhum problema. Mais o que aconteceria depois é o que a menina chocada com aquela cena toda choraria a leite derramado e dizeria que ele era um cara trabalhador que nao era criminoso e que a amava muito e nunca a faria mal e a inprença cairia matando sobre a policia. E o estado como faz atualmente com os PM’s de São Paulo, abriria um processo contra os policiais para fudelos tambem, mesmo os policiais tendo salvado as vitimas;

    2º Os polliciais tivessem ouvido o tiro como aconteceu e nao agissem como fizeram e continuariam com as negociações e tentariam mesmo com as refens feridas negociar a libertação das mesmas, que depois de algumas horas sem os primeiros socorros morreriam. E a imprença e a familia das vitimas ia processar o estado por negligencia policial e a OPM tambem mais uma vez iria abrir uma sendocancia para culpar alguem por essa negligencia.

    ou seja tudo o que a policia tentasse fazer iria se voltar contra ela mesma e ia se FUDER mesmo que sso saisse tudo bem… BRASIL, vai intender !!!!

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  28. rafael excelente post gostei muito da ideia e muito bem escrito, divulgare no meu blog. conheci seu blog esta semana e realmente gostei do que li.
    sobre este post queria somente acrescentar que sim a midia é sensacionalista e estes casos sao realmente de comoção nacional, afinal quem nao fica com ira só de imaginar seu corpo sendo arrastado pelo asfalto por 7 kilometros, imagine a dor que esta criança sentiu, um ser que nao pecava e nao faz mal para ninguem e talvez teria um futuro brilhante pela frente?

    Quando olhamos nossos pais o orgulho que sentimos neles, o que da na suzane uma adolescente criada a ” leite com pera ” como diz o mestre gil brother, fazer estas atrocidade com os pais? imagine se algum irmao fizesse isso? a dor ou o odio que ficariamos? ela tinha tudo que 99% dos jovens brasileiros nao tinham ( universidade, lazer , uma boa moradia, e etc ) mas o homem é ganancioso como sempre.

    Mas estes casos ganham proporçoes alarmantes na midia e realmente um caso destes sao manchete em todos os canais geram ibope, e a familia marinho deve adorar isso neh ?

    Entretanto muitos nao veem o que tem por traz desta hipocrisia, crimes barbaros são presas apetitosas nas maos das emissoras e caçam isso como um jacare em jejum caça um bife de file mingnon.

    Ja notaram que estes crimes SOMENTE APARECEM EM MOMENTOS DE DESORDEM POLÍTICA?

    Já perceberam que quando o mensalão estourou na midia todos vendo aquela hipocrisia daqueles politicos roubando milhoes que poderiam ser investido em segurança , saude ou educação, cria aquela revolta ATÉ QUE ALGUMA MANOBRA POLÍTICA “COMPRA ” A MIDIA E FAZ AQUELE COMENTARIO TIPICO: ” POW MARINHO TIRA ESTES REPORTERS DAQUI DO PLENARIO!, NAO TEM NENHUMA CRIANÇA AI ARRASTADA POR ALGUM CARRO PRA FAZER UMA MATÉRIA NÃO?”.

    Ai mais uma vez aparece outra atrocidade nas televisoes e ” esquecemos” dos milhoes que sao desviados, porque a midia mais uma vez conseguiu desviar a atençao de 200 milhoes de Brasileiros para alguma atrocidade que vai lhe gerar ibope, como o caso eloa.]

    E ai esquecemos tranquilamente dos políticos, afinal quem gosta de reporters xeretas?

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  29. São desequilibrados, apenas isso, os autores dessas atrocidades deveriam ser jogados de um avião em plena selva amazônica e um: “Te vira, meu”. Claro que com paraquedas e alguma comida, afinal eu também sou defensor dos Direitos Humanos.

    Lembrei de um outro caso, um casal de adolescentes que foi acampar. O garoto foi morto e a menina estuprada e mantida em cárcere pelo maluco.

    Penso que pena de morte não deveria existir, mas a lei de Talião bem que poderia ser proposta para nossos maravilhosos, sábios, honrados e honestos deputados e senadores debaterem sua utilização. Aliás começarem sua aplicação com eles mesmos.

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