Sobre Carnaval, convulsões e as cabeças de Pedra na Ilha da Páscoa

Não era uma tarde típica. Nas ruas, pouco mais do que o barulho do vento nas árvores e as folhas caindo no chão que minha vó havia varrido pela manhã. Ela adora fazer isso, dá um aspecto limpo à casa – mesmo se tratando da porra da rua.

Era mais ou menos 6 da tarde da sexta-feira. As ruas começavam a esvaziar. Geralmente esse é o horário que o pessoal sai do trabalho em direção aos bares e outras atrações noturnas da cidade, atrás do happy hour tão merecido, mas não havia um carro nas ruas. A longínquos quinhentos metros do centro urbano da cidade, também não se ouvia muita coisa se você não soubesse distinguir o que ouvir.

Este horário também simbolizava o “êxodo” dos pássaros em direção às árvores da praça central, sempre muito procurada por pardais, pombos, vacas e outros seres vivos que adoram defecar uns em cima dos outros. Há relatos de atrizes pornô alemãs que também se empuleiravam naquelas árvores, mas eu sempre fui meio cético quanto a isso. A passagem dos pássaros pela cidade toda causava um reboliço agradável aos ouvidos, principalmente para um povo que é meio roceiro por natureza. Não que todos os setenta habitantes de nossa cidade morem no meio do mato, mas ouvir pássaros cantando é um privilégio que eu não tenho vontade de perder nunca.

E não se escutava nenhum pio.

Às sete horas, nos dirigimos à casa de Marcos, nosso ponto de encontro habitual. De lá, decidimos rumar em direção ao supermercado, para comprar umas bebidas e coisas essenciais para uma noite agradável. A tranquilidade de poucas horas atrás já havia desaparecido. As avenidas já estavam tomadas por dezenas de carros com o som na casa dos caralhais decibéis, todos apressados e, aparentemente, com o mesmo destino: o supermercado.

Era como estar em uma cidade sitiada. Você tem que cuidar de suas prioridades, e nossa prioridade no momento era abastecer nosso estoque de bebidas. Adentrando o mercado, uma quantidade assustadora de pessoas uniformizadas tomava conta do lugar. Não eram funcionários do mercado, eram várias camisetas coloridas, como se vários times de futebol resolvessem entrar em campo ao mesmo tempo. Grupos de três, dez, vinte pessoas caminhando juntas dentro de um mercado era algo engraçado e, porque não?, assustador.

Nos dirigimos ao setor de destilados. Particularmente, eu sou contra o consumo ‘não-social’ de destilados, uma vez que eles não foram feitos para qualquer momento. Conhaque não foi feito pra criança, quem dera todo mundo soubesse disso. Bebericar uma, duas doses de whisky num momento mais adequado, tudo bem. Este não era um momento adequado. Logo fomos abordados por um funcionário:

– Vocês têm mais de 18 anos?

Se tivéssemos 14, estaríamos nas prateleiras de biscoitos. Estavamos em sete no momento, todos maiores de idade e com barba na cara. Cada um dos meus olhos lançou sobre o pobre rapaz um olhar de desaprovação. Pela matemática simples, ele recebeu catorze destes olhares.

– Sim, temos.
– Se vocês têm menos de 21 não podem comprar bebidas alcoólicas. – Disse, gaguejando muito e não estou exagerando. Foi difícil entender o que ele havia dito.

Visivelmente nervoso, primeiro pergunta se tínhamos 18, depois aumenta a limitação para 21? Estranho. Menti, disse que tinha e ele saiu andando.

A exemplo do que acontece em cidades à beira da calamidade pública, havia um certo tumulto controlado no outro lado do mercado, nas geladeiras. Os consumidores – aqueles, uniformizados – haviam efetuado grandes saques, abastecendo seus estoques de suprimentos. Suas prioridades eram as mesmas que as nossas, portanto quase tivemos um conflito armado.

Foi aí que um estalo de pensamento fez minha mente trabalhar à todo vapor. Somando-se pessoas uniformizadas multiplicando por quantidades abissais de bebidas alcoólicas, dividindo tudo isso por muvuca descontrolada na rua e adicionando uma pitada de som mongolizando metade da população? SÓ PODE SIGNIFICAR UMA COISA!


PUTA MERDA, É CARNAVAL!

Era a primeira vez que eu presenciava o carnaval em sua essência. Geralmente eu costumo me enfiar em casa, alugar uma dezena de filmes e ouvir meus melhores CDs, escrever em meu blog o quanto eu odeio essa festa indecente e de gente vagabunda. E era essa a imagem que eu tinha do carnaval: uma festa indecente e de gente vagabunda.

Bom, já que estamos na lama, vamos chafurdar um pouco que é divertido. Saindo do supermercado, chegamos finalmente ao âmago da festa. Aqui na cidade, o Carnaval de verdade é realizado em dois pontos: os desfiles de escolas de samba minúsculas e massantes, realizado numa avenida distante; e o carnaval de rua, que acontece no centro da cidade, de frente para um clube chamado “Associação”. Vamos nos referir somente ao carnaval de rua, e dar o nome de Associação. Pronto.

O carnaval na Associação é, de fato, tradicional. Há muitos anos é realizado ali, alguns anos com mais e outros com menos pessoas, devido a algumas limitações impostas pela prefeitura. O fato é que, de qualquer forma, reúne MUITA gente, de todas as tribos possíveis. Eu, que sou avesso ao carnaval, encontrei amigos que eram completamente rock’n roll, com suas barbas imensas e seus cabelos beirando o cóccix. Creio que só me senti à vontade depois de ver que, se eles estavam gostando, eu também poderia gostar.

As pessoas uniformizadas a quem me referi faziam parte de repúblicas, e cada república tem sua camiseta. Não podia ser diferente comigo, integrante da FBI – Ficamos Bebados Intencionalmente. Nossa república era uma das mais criativas do carnaval no nosso segundo ano. No primeiro ano, tínhamos aproximadamente 20 pessoas. No segundo, éramos mais de 50. A República foi o único motivo, de verdade, que me fez participar desta festa.

Nos reunimos de frente ao carro de Luan, proprietário do FBIMóvel – um Fiesta equipado com um som de estilhaçar janelas e com um arsenal de centenas de variações de Créu. A festa toda abrangia cerca de dois quarteirões, sendo que a cada dois metros havia um carro de som tocando um tipo diferente de música – ou uma música diferente do mesmo estilo. Durante os quatro dias de festa, só se escutou três coisas: eletrônica, axê e funk. No segundo dia, um grupo de senhores munidos de um pequeno trio elétrico – de 50cm de altura – passou arrastando multidões – de idosos – atrás do trio. Eles foram os únicos que tocaram samba no carnaval.

Certamente haviam umas 10 mil pessoas agrupadas naqueles duzentos metros. Para os que não são muito familiarizados com situações assim, onde cada metro devia ser conquistado com uma calorosa disputa de espadas e sangue, a festa era assustadora. Dançar era algo restrito caso você não se sentisse à vontade se esfregando em corpos desconhecidos, mas haviam centenas de pessoas que não davam a mínima – estavam ali exatamente pra isso.

Principalmente próximo aos carros que tocavam funk, víamos sempre aquelas rodinhas de gurias quebrando até o chão. Com todas as coreografias decoradas ou aprendidas na hora, havia uma certa beleza naquela sincronia. A beleza desaparecia quando alguns caras praticamente puxavam as gurias pra dar uns beijos.

Aquela coisa de “Carnaval é tempo de bja mto na bok!!!” só é bonito em comercial de cerveja. Vi dezenas de ocasiões onde o rapaz puxa a guria, tenta beija-la e recebe nada menos que um rosto virado. Em seguida, provavelmente encorajado pelo álcool, ele continuaria fazendo investidas até que ou a “presa” fosse embora, ou conseguisse consumar o ato.

Essas tentativas são feitas de uma forma tão abrupta que não diferencia muito isso do estupro. Se eu fosse uma mulher e um cara me agarrasse e me beijasse à força em qualquer momento, seja em carnaval ou não, eu procuraria o mais semelhante a uma arma próxima à minha mão e enfiaria no olho do sujeito, depois cuspiria em sua face.

Eu seria uma mulher durona.

Outra coisa assustadora é a quantidade absurda de álcool que se consume durante o carnaval. É óbvio que ninguém vai beber leite ou suco de frutas numa festa onde todo mundo quer ser feliz. Então o povo capricha na cerveja, vodka, whisky, etanol ou gasolina. Não seria problema se todos que bebessem SOUBESSEM como beber e não perder a razão. Existem técnicas e existe o juízo, dá pra parar e continuar “alto”.


– Voczê éé um doz caraz que eu mais gozzto! Mora nnno meeeu corazão!!!

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o álcool é uma droga repressora. A primeira sensação que provoca é a perda da vergonha – causada justamente porque a área do cérebro responsável pela inibição é afetada pelo álcool. Com o tempo outros campos são afetados – e quanto mais você bebe, mais alterado fica.

No segundo dia de carnaval, vivi uma situação diferente mas inesquecível. Enquanto era massacrado por pensamentos ruins envolvendo pessoas que gosto, me deparei com uma rodinha, daquelas que se formam quando alguém briga ou passa mal. Vendo que não havia sinais de briga ou coisa do tipo, me aproximei.

Era um rapaz tendo convulsões fortíssimas. Em torno dele, havia umas vinte pessoas, fazendo absolutamente nada senão olhar e ficar falando

– AH, ELE TÁ TENDO CONVULSÃO!!! GENTEEEE!!
– Não não, ele tá só brincando comigo de mímica. Isso, agora imita um retardado babando e tremendo!

Era incrível e inadmissível. Eu não conhecia o rapaz, me aproximei e GRITEI PRA CARALHO pra todo mundo sair de perto e deixar o cara respirar. O “perímetro” que eu criava durava pouco menos de três segundos. Em seguida, todas as pessoas se aproximavam novamente. Eu tentava botar em prática o que havia aprendido nas aulas de primeiros socorros durante as aulas de direção, mas de todos os lados só se ouvia coisas de conhecimento popular do tipo “SEGURA A LÍNGUA DELE, BOTA ELE SENTADO, BOTA ELE DE PÉ, ROLA, DEITA, DÁ PATINHA“. Ninguém sabia o que fazer, e essas sugestões me deixavam pouco mais nervoso.

O correto seria deitar o cara no chão, colocar algo na boca para evitar mordidas na língua e colocá-lo de lado em caso de salivação ou vômito. Tentei deixar isso bem claro, mas o que consegui foram várias pessoas segurando os tremeliques do rapaz, com a mão dentro da boca dele segurando sua língua.

Os espasmos paravam e voltavam em intervalos irregulares, alternando períodos de calmaria. Numa dessas horas, me aproximei e tentei acalmar o rapaz. Perguntei seu nome, ele não conseguia falar. Uma das pessoas respondeu “Matheus”, então so be it. Matheus não conseguia coordernar sua fala, sua voz não saía, seus olhos arregalados indicavam que ele não estava em condições normais. Perguntei se ele já havia tido convulsões antes, e ele balançou a cabeça. Não era um evento único, ele tinha problemas com convulsão há algum tempo já e tomava remédios controlados.

Se fosse Jack Bauer, provavelmente estaria ligando para o CTU e ordenando à Chloe para me trazer uma ambulância, de uma forma não muito educada. Tentei da maneira “Jack Bauer”, não fui atendido. Tentei da minha maneira, também não. Saquei meu celular e liguei para o Corpo de Bombeiros, que forneceu outro número para requisição de ambulâncias. Pedi informações sobre como proceder e, ao invés do que acontece nos telejornais onde bombeiros ajudam bebês a sobreviver, fui orientado a esperada a ambulância chegar.

A ambulância não chegava, e Matheus continuava tendo ataques. Quando retornei ao banco onde ele estava, não me deparei mais com a rodinha habitual, mas apenas algumas pessoas o cercando. Matheus havia inundado o chão com vômito. Eu sou COMPLETAMENTE avesso à vômito, não posso ver pessoas vomitando nem sentir o cheiro que já dou minhas gorfadas. Mas o momento era tão intenso que eu nem liguei pra isso, queria ajudar o rapaz que eu nem conhecia.

Naquele momento, era perda de tempo perguntar se alguém ali tinha carro. Eu estava cercado de pessoas que não conheciam o cara, estavam ali só por curiosidade, eram em sua maioria menores de idade e ninguém quer um cara com convulsões e vomitando dentro do carro. Mesmo assim perguntei, e uma luz dos céus apareceu sobre o dono da Padaria, que infelizmente não sei o nome.

O rapaz então nos guiou até seu carro. Levantar Matheus foi um dos esforços mais homéricos que já fiz na vida, uma vez que não sou lá muito forte e o rapaz era bastante encorpado – tinha lá seus oitenta quilos. Incrível como NENHUM outro cara se disponibilizou ao ver que, carregando o rapaz, haviam eu e mais DUAS MENINAS! Infelizmente também não lembro o nome das duas.

Chegamos à emergência da Santa Casa local e pedimos que alguém atendesse o rapaz, ou pelo menos alguém dissesse o que podíamos fazer. A senhora que nos atendeu teve a pachorra de pedir para que ele preenchesse a ficha.

Repito: uma atendente de hospital pedir para um cara que chega na emergência tendo convulsões para preencher uma ficha com seus dados.

– Desculpa moça, mas ele não tá em condições de preencher a ficha.
– Então a gente não pode atender ele. Deixa ele sentado ali e um de vocês preenche.
– Taí o problema, dona. Ninguém aqui conhece ele, a gente encontrou ele tendo convulsões no meio da praça, tentamos chamar uma ambulância mas ela não chegava. Não podíamos deixar ele lá.
– Nenhum de vocês conhece ele? Então não podemos atender, desculpe.
– Tudo bem, a gente pode largar ele ali na calçada nesse estado e ligar pra EPTV (emissora de TV local, ligada à Globo) pra dar uma passadinha de leve. Eles são LOUCOS por casos assim.
– Eu… vou chamar alguém pra ver ele, mas vocês têm que me preencher os dados dele.

Foi só apertar um pouco que a atendente espanou o parafuso. A EPTV é uma emissora séria, mas adora um caso desse tipo. Eles ficam rondando as ruas atrás de buracos e bueiros obstruídos para encorpar o jornal do dia, e dão a esse tipo de cobertura o mesmo peso de uma chacina num orfanato de crianças com câncer. De ato, se eu realmente chegasse ao ponto de fazer isso, em vinte minutos teria uma equipe de televisão completa na porta do hospital, entrevistando até quem não sabia de nada sobre o fato.

Enquanto deixávamos Matheus deitado nas cadeiras do atendimento, algumas senhoras sentadas logo atrás dele começaram a rir do rapaz. Deu vontade de afogar cada uma delas no vômito de Matheus, experimentando aquele cheiro de cachorro-quente, cerveja e suco gástrico que lhe era peculiar. Conseguimos os dados de Matheus através de uma amiga que tinha o telefone de sua casa, mas alguém tinha que ficar com ele e a equipe do hospital fazia questão que fosse a mãe.

Com o endereço em mãos, não sabíamos o que fazer. Nem eu, nem minha irmã (que providencialmente tinha aparecido lá com meus documentos, de carro) sabíamos onde era tal rua e tal bairro. Novamente uma luz dos céus brilhou sobre nossas cabeças, fazendo aparecer um rapaz que era amigo de Matheus e sabia onde era sua casa. Poucos minutos depois, estávamos lá para buscar dona Maria, mãe do rapaz.

Ela, preocupada, nos disse que ele tomava remédios controlados, e havia deixado de tomar ultimamente. Provavelmente o consumo de bebidas alcoólicas ajudou a disparar os ataques convulsivos, uma vez que todos em volta disseram que Matheus havia bebido além da conta.

Entregamos dona Maria ao hospital e ficou tudo bem. Gostaria de pedir desculpas e agradecer aos bravos companheiros que ficaram do lado dele – e do meu – nessa empreitada. Não me lembro de vossos nomes, mas serei imensamente grato por tudo que fizeram. Não é todos os dias que se tem o privilégio de salvar a vida de alguém que você nem conhece. Muito menos numa noite de Carnaval.

Eu poderia dar de ombros e dizer “ah, que se foda, ninguém mandou beber”. Afinal, quantas pessoas não ajudei durante os quatro dias de festa, porque beberam demais? Amigos, desconhecidos. Posso não ter me divertido muito durante o Carnaval, mas certamente tive lembranças inesquecíveis.

E nunca foi tão fácil colocar a cabeça no travesseiro.

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Autor: Raphs

Três palavras definem bem o autor: velho mau humorado. Fisicamente, três anos a menos. Mentalmente, sessenta anos a mais.

27 comentários em “Sobre Carnaval, convulsões e as cabeças de Pedra na Ilha da Páscoa”

  1. Boa Raphs… seria bom se todos tivessem essa consciência.

    Nas férias do ano retrasado tive um caso semelhante, mas o rapaz estava drogado e fora de si.

    Foi bem difícil também, por isso te dou os parabéns pela iniciativa.

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  2. – MOÇA OLHA AQUI ESSE CARA TÁ DESMAIADO ELE ACABOU DE LEVAR 5 TIROS E UM PEGOU NACABEÇA MAS ELE TÁ RESPIRANDO ELE É MEU ÚNICO AMIGO AJUDA AÍ CHAMA UMA MACA PELOAMORDEDEUS SOCORRO O SANGUE TÁ ESPIRRANDO PRA TUDO QUANTO É LADO MOÇA DO CÉU AJUDA AÍ.
    – Ele tem que preencher os formulários, senhor.
    – FORMULÁRIOS CARA? MEU AMIGO TÁ DESMAIADO E MORRENDO COMO DIABOS VOCÊ QUER QUE ELE PREENCHA OS FORMULÁRIOS CHAMA A PORRA DO MÉDICO SUA SAFADA.
    – Sem os formulários, sem o médico. 🙂
    – MAS MOÇA HALP VOU CHAMAR TODO MUNDO AQUI E TE MATAR AAAAAAAAAH NÃO! JOÃO! JOÃÃÃO! ELE PAROU DE RESPIRAR SOCORRO.
    – Ok, preencha os formulários e boa noite.

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  3. uahuehauhea
    ok, ri com o comentário acima e RAPHS HERÓI [65]

    tive um espasmo desses de querer ajudar as pessoas qd tava no metrô outro dia e tinha um velhinho carregando duas malas q, juntas, deviam somar 112 quilos. me ofereci, peguei uma delas e ajudei ele a entrar no trem.
    depois apareceu um grupo de gringos perdidos e eu quis ajudar tb.

    sei lá, eu tava sensível, acho que tava ovulando 😡

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  4. Essas tentativas são feitas de uma forma tão abrupta que não diferencia muito isso do estupro. Se eu fosse uma mulher e um cara me agarrasse e me beijasse à força em qualquer momento, seja em carnaval ou não, eu procuraria o mais semelhante a uma arma próxima à minha mão e enfiaria no olho do sujeito, depois cuspiria em sua face.

    Eu seria uma mulher durona.

    RI ALTO.
    ————————————
    Muito bom o texto, só não vou dizer que é excelente porque épuxar saco demais. Sucesso.

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  5. Parabéns, pela sua atitude.
    É por essas e outras que odeio o carnaval dessa cidade, que deveria mudar o nome para “Demonstração de som de S-10” ou “Olha como sou rico, eu estrago minha S-10”.

    Donos de S-10, não me levem a mal. 😉

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