O que aconteceu aqui?

Imagine mais ou menos como foi a criação do Universo.

Num instante, havia o nada. O mais puro e absoluto vazio. O nada era muito tedioso, talvez porque nada acontecia ali na verdade. Então descobriu-se que neste nada havia um ponto, infinitamente pequeno, que continha tudo.

Havia o tudo no nada. O tudo explodiu, dando origem a… tudo.

Nos últimos tempos, o seu blog favorito – não, não estou falando do Pilândia – se assemelhou àquele pedaço de coxão-mole passado que o açougueiro não conseguiu vender na quinta-feira que antecedia um feriado prolongado, ou seja, às moscas. Não é preciso ser açougueiro, muito menos sensitivo, para perceber isso.

Aliás, pra você cuja leitura se resume a embalagem de Sucrilhos e embalagem de suprimento alimentar à base de fibra pra cavalo, “sensitivos” são aqueles caras que entram num quarto vazio e escutam vozes, sentem presenças e ficam gritando

– AH QUE HORROR…. QUE HORROR…. QUE HORROR…. QUE HORROR….

Pra quem não sabe, eu sou sensitivo também. Tenho as mesmas sensações todo quinto ida útil do mês.

Como uma de minhas características é ser rápido, ligeiro e gostar de economizar parágrafos, vamos direto a um assunto cuja importância relacionada ao que quero realmente falar é completamente nula: eu gosto muito de barras de cereal.

Juro cara, antes de experimentar sempre achei que eram crocantes e deliciosas. Quando coloquei a primeira barra de cereal na boca, recordo-me muito bem, estava no meu antigo trabalho, em frente a meu computador. Eram mais ou menos umas seis da tarde, fim de expediente. Sabe como é, a fome aperta nessas horas. Abri a bolsa de minha mãe e saquei a primeira coisa que me parecia comestível na frente: uma barra de cereais sabor maçã e… cereais.

Bom, a embalagem mostrava exatamente o que eu esperava. Uma barra de cereais já mordida, mas que mantinha sua crocância e deliciosidade. Raios de energia saíam de trás da barra, encontrando-se com os dizeres em amarelo: NÃO CONTÉM CONSERVANTES. “Fodam-se os conservantes, eu quero sentir isso estralhar entre meus dentes”.

A embalagem tomou de mim um esforço homérico. Só poderia ser um bom sinal, afinal é empírico saber que bons tesouros sempre são guardados por desafiesforços homéricos. Após a retirada do plástico brilhante que envolvia o alimento delicioso que me aguardava, uma agradável surpresa. O alimento delicioso parecia realmente crocante e delicioso, coisa que não costuma acontecer muito por aí.

Era chegada a hora. Não só minha fome como minha curiosidade estavam começando a dar nós em meus quinze metros de intestinos. Levei a barra de cereal à boca, lentamente. Queria curtir o momento de saborear aquela que era a coisa mais crocante que eu já haveria ingerido em toda a vida.

Mas a surpresa, e a decepção, inundaram todo o meu ser após a primeira mordida.

Ao invés do mastigar difícil e de sons de estalos enquanto a matéria se quebrava em átomos entre minha mandíbula e meu crânio, o que encontrei foi algo macio, tenro. Assim como a estranha sensação de estar mastigando algo que me oferecia ao mesmo tempo desafio e conforto, ficou a sensação de desespero ao saber que muitas coisas na vida acontecem sem a gente se tocar.

Você provavelmente leu até aqui imaginando

— TÁ, MAS RAPHS, O QUE ACONTECEU COM O BLOG.

Acabou, simples assim. O endereço antigo teve de ser desabilitado por problemas que são tanto de seu interesse quanto a cor da cueca que estou usando, que é preta. Decidi assim, e assim fiz.

O blog despede-se da antiga URL, assim como fez-se com o Blogger, mas continua a todo vapor aqui. Um beijo no coração de vocês e muitas facadas nas vossas costas.

Do tio Raphs.

Autor: Raphs

Três palavras definem bem o autor: velho mau humorado. Fisicamente, três anos a menos. Mentalmente, sessenta anos a mais.

14 comentários em “O que aconteceu aqui?”

  1. Eu sempre achei que odiava barra de cereal, né, daí um dia eu comi e gostei. Não me decepcionei, pq na verdade, eu esperava sentir um gosto de vômito velho, e não, EU REALMENTE GOSTEI!

    Pois é, assim como gosto do seu blog e das coisas que tu escreve, tanto que me atrevo bem pouco a comentar, mas cara… sou fã pra caralho, de verdade mesmo! Desde o negócio do Celso Portiolli, nunca mais achei alguém que me faça rir de coisas tão… óbvias! HUAHUAHUAHAUHAUHAUHAUA!

    Vida longa então na nova casa.

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  2. pensei que tinha/ia acabar…ja tava feliza…

    mas como não acabou, continuemos a ler as baboseiras que o OJ escreve…

    pelo menos baboseiras assumidamente sem cérebro..

    sem o ranço pseudo-intelectual em quanto escrita a nivel de falácia verborrágica que não tem nada a ver com o que o caetano disse e tomzé botou na capa do disco que tinha um olho do cu estampado com uma bolinha de gude no meio…

    gastei…meu tempo !

    abxx OJ..

    alias vou copiar as fotos do lanche mequidonaldi…

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      1. também te amo !

        mas quem ama tambem odeia !

        assim nos odiamos nos amando ou nos amamos nos odiando…

        e de resto ?

        quesefoda !

        kkkkkkkkkkkkkkk

        abrx

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  3. Os posts antigos já éram e tal?

    Espero que você faça uns MUITO BONS pra compensar.
    Sério, eu sempre relia o dos pombos e das cigarras pra ficar rindo sozinha. 😦

    Boa sorte com o WordPress. :3 ?

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      1. noooooooooosa, é só você aprender a substituir o desenho por uma foto, eu por exemplo coloquei minha foto, uma espécie de avatar, mas por favor, se você for uma baranga, não coloque a sua foto.

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