Sobre a lei da palmada, Hadoukens e as cabeças de Pedra na Ilha de Páscoa

Imagine você daqui 10 anos. Ao invés de passar intermináveis horas no messenger e no twitter, você se vê chegando do trabalho às seis da tarde e é rodeado por quatro pentelhos e pentelhas gritando seu nome. Você chega cansado e estressado, reage mal à gritaria de seus filhos. Sua esposa chega cansada do trabalho e ainda tem que preparar a comida pra toda a galere.

Numa das brincadeiras, o Robertinho esbarra na estante da sala e derruba aquele seu troféu horrível de campeão amador de sinuca. O impacto do troféu com o solo, acelerado pela gravidade terrestre, o faz em frangalhos. Quem é o verdadeiro culpado disso?

No fato de você ser burro o suficiente pra ter deixado algo tão frágil próximo a crianças? Não!

Na sua falta de atenção com seus filhos, que sentem sua falta o dia todo? Não!

Nas suas frustrações, que precisam ser canalizadas e expulsas do seu corpo depois de um péssimo dia no trabalho? SIM!

Em quem você desconta suas frustrações? NO SEU FILHO!

Exemplo máximo do que tô falando

A “Lei da Palmada” (como está sendo chamada carinhosamente o Projeto de Lei 2.654/03, da deputada federal Maria do Rosário) é uma emenda ao Estatuto da Criança e do Adolescente, que torna crime qualquer tipo de castigo de caráter corporal dos pais em relação à criança – ou adolescente, naquelas.

Minha opinião sobre isso é ambígua. Sou absolutamente contra a idéia de tornar crime algo que se extende apenas à relação pais-filhos.

Eu sou absolutamente contra a palmada, ou qualquer outro tipo de castigo que envolva agressão corporal ou intimidação física a uma criança. É completamente retardada a idéia de que um adulto, com seu discernimento do que é certo ou errado, puna uma criança, cuja mentalidade é completamente diferente.

Bater não educa.

Pra ilustrar, vamos fazer um experimento. Vamos pegar duas gaiolas, com dois ratos.

Na primeira gaiola, existe um recipiente vazio que recebe comida toda hora que o rato sobe em uma alavanca. De início, por não ter alimento, ele não come nada por 3 dias. Então, ele começa a procurar comida dentro da gaiola e esbarra na alavanca, que libera comida.

A princípio ele não consegue fazer a ligação entre a alavanca e a comida, mas com o tempo ele entende que se tocar na alavanca, receberá comida. Assim, o rato fica gordo e feliz, com comida quando quiser.

Na segunda gaiola, existe um recipiente com água que fica sobre uma plataforma eletrificada. Aqui as coisas funcionam ao contrário: toda vez que o rato sente sede, ele tem que subir na plataforma pra beber água e toma um pequeno choque.

No começo ele não faz a ligação entre a plataforma e a sensação ruim, mas depois de certo tempo ele simplesmente deixa de beber água e morre.

Mais Raphs, o que você quis dizer com isso? Tenho 13 anos, estava tão preocupado em imitar o que meus amigos vestiam na escola que faltei às aulas de interpretação de texto!!!

Calma, amiguinho colorido, eu vou explicar. Existem dois tipos de estímulo: positivo e negativo. O estímulo positivo acontece quando você recompensa alguém por algo que fez, seja com elogios ou comida. Isso incentiva-o a realizar a mesma tarefa de novo. O estímulo negativo é o inverso: você repreende alguém por algo que fez, inibe-o a tentar novamente.

Você provavelmente não terá um rato como filho, mas uma criança – um minicraque de gente. Crianças, acreditem, evoluem e se tornam seres pensantes. O jeito com que você educa ele hoje se refletirá futuramente.

Imagine que você tem um filho de 9 anos que acabou de chegar completamente imundo da educação física na escolinha, estragou o uniforme e ainda ralou todo o braço se esticando como Lev Yashin no gol da União Soviética.

Você terá que lavar não só o uniforme, mas o moleque todo. Além disso, terá que levar o pentelho no pronto-socorro. Mas nada no mundo compraria a cara de felicidade do nanico de ter jogado bola com seus amigos a tarde toda.

O que é o certo a fazer?

Se você for dos que são favoráveis à palmadinha, descerá o sarrafo no traseiro do menino, repreendendo-o por chegar em casa naquelas condições deploráveis e, ainda por cima, ter se machucado numa brincadeira.

A curto prazo, seu filho vai deixar de futebolizar na escola com medo de apanhar de você mais tarde – consequentemente, vai deixar de se divertir, fazer novos amigos e participar das brincadeiras, o que é imprescindível para uma criança.

Pelo simples medo de ter a bunda esquentada pelo cinto, a criança deixa de ser sociável.

A longo prazo, vai crescer com essa repressão. Grande parte dos distúrbios psicológicos em adultos tem origem em casa, com o tratamento dado pelos pais. Quanto mais reprimida, mais ódio acumulado para a barra de especial do pentelho.

Até que aos 25 anos ele dá “meia-lua pra frente e soco duplo” e descarrega Hadoukens na sala de aula, matando seus amiguinhos – e A CULPA É SUA por ter batido no pirralho!

DEIXA EU JOGA BOLAAAAAAAAAA

Bater em uma criança para educá-la faz tanto sentido quanto chutar um cachorro morto. É a expressão máxima da falta de controle para/com um ser inferior. Se um adulto é capaz de perder o controle perante uma criança – que tem, no mínimo, a metade da sua idade – não é porque a criança é o capeta. A culpa, na real, é do adulto que, por ter mentalidade suficientemente fraca a ponto de não incitar respeito, deixa isso acontecer.

A punição deve vir na forma de castigos, não aflição corporal.

Meus pais nunca encostaram a mão em mim. Desde que me conheço por gente, sempre ouvia a frase “Vou contar até três…” e era invadido pelo mais apavorante sentimento de desaprovação ao atingir o “doois”. Ao menor sinal do “três” eu já havia interrompido o que estava fazendo e me comportando como um cachorro adestrado. Meus pais souberam nos educar a ponto de não precisar de violência física como forma de punição, e cá entre nós, eu e minha irmã somos filhos exemplares.

Concordo que é um exagero tornar a proibição da palmada uma lei. Seria muito mais efetivo e civilizado se houvesse um programa de re-educação aos pais, ou ainda a melhora da educação infantil nas escolas. Aquele velho papo de sempre.

No fim das contas, essa “lei” é uma imensa hipocrisia. Segundo a lei, quem for flagrado batendo nos filhos, é punido.

Alguém notou alguma semelhança com a própria palmadinha?

Esse assunto foi sugerido pela Carol, por e-mail. Aliás, vocês podiam me mandar mais e-mails, eu sou um cara carente.

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Autor: Raphs

Três palavras definem bem o autor: velho mau humorado. Fisicamente, três anos a menos. Mentalmente, sessenta anos a mais.

25 comentários em “Sobre a lei da palmada, Hadoukens e as cabeças de Pedra na Ilha de Páscoa”

  1. Olha Rafa,

    Eu sou contra essa lei. Não porque eu ache que descer a madeira nos “seres humanos pequenos” é legal ou uma forma correta de se educar, mas porque nem sempre a conversa, ou o próprio castigo, resolve. Claro que eu sou totalmente contra a surra, mas uma palmadinha aqui e ali não faz mal e ajuda, principalmente quando a criança é relativamente nova.

    Meu sobrinho é um exemplo vivo disso. Hoje ele tem 12 anos. Minha irmã raramente batia nele, sempre buscava conversar antes ou aplicar um castigo, e na imensa maioria das vezes, dava certo. E não foi por causa de, sei lá, 5 ou 10 palmadas que ele ficou com medo, ou deixou de fazer alguma coisa.

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    1. É contra a Lei ou contra a palmada na criançada?

      É uma conversa unilateral. Se um adulto de 30 anos não consegue fazer uma criança de 10 respeitá-lo só através do diálogo, tem algo errado nisso…

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      1. E a criança vai pra escola e encontra professores que, assim como os pais, tem duzentos anos de experiência nas costas e também não tem a menor ideia de como educar uma criança…

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  2. “Meus pais souberam nos educar a ponto de não precisar de violência física como forma de punição, e cá entre nós, eu e minha irmã somos filhos exemplares.”

    Só me lembro de uma vez que apanhei, por ter dado um empurrão na minha mãe. Foi aos 11 anos. Eu tinha uns 10 kg a mais que ela. Ela voou. Desde então, só de pensar no olhar maligno de reprovação é o suficiente para repensar qualquer atitude.

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  3. O negócio É: essa porra de bater varia de pessoa pra pessoa.
    Eu por exemplo (droga de exemplo) já apanhei até quase chorar sangue, mais não antes de minha mãe tentar me explicar o que caralhos eu fiz de errado, e ainda não matei ninguém.
    Um exemplo oposto era o meu amigo nerd hardcore que eu tinha no ensino médio. O moleque fica até hoje no pc vendo um dvd de Todas as copas do brasil e jogando tibia. E ele apanhou pra caralho também. E todo mundo tinha medo que ele fizesse exatamente isso, invadir a escola e dar chumbo de amigo secreto pra todos.

    Ou seja, essa porra varia de pessoa pra pessoa…

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    1. o que é claro, não vale arriscar espancar seu catarrento a título de experimento de estudos sociais só pra ver se ele vai mesmo pagar uma excursão pra todos irem ver jésus mais cedo.

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  4. A ultima vez que eu apanhei foi nos meus nove anos e eu não lembro o fuckin’ motivo. daí meu pai digievoluiu e nunca mais bateu, começou a me educar verbalmente. ele percebeu que não tinha nada a ver me bater porque realmente, não mudava porra nenhuma e ainda me deixou traumatizado e cheio de hematomas, que ele ficou assustado quando viu.

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  5. acho que nunca cheguei a apanhar, ficou tudo na base de ameaças na minha criação, como por exemplo mostrar o cinto na hora do jantar quando eu era pivete caso eu não comesse tudo. tá certo que eu sempre fui um cagão mas, enfim.

    sei lá, mesmo sem nunca ter apanhado sou um cara meio travado, então como disseram acima, é um caso de pessoa pra pessoa. conheço gente no trabalho que apanhou a vida inteira e hoje em dia continua fazendo merda, por exemplo.

    sobre a lei em si, acredito que é algo que deveria pertencer mais ao íntimo pais-filhos, apesar de como você deixou claro, se o pai não consegue educar o filho apenas por diálogos… ‘-‘
    mas ainda assim, proibir de vez a palmadinha é meio exagerado, eu acho. tipo, ser uma lei… porra. tá certo que tem casos por aí de criança que vira um zumbi de tanto apanhar por besteirinha, mas são casos raros. isso devia vir da conscientização dos pais, e não de uma porra de lei. mas como a galerë só fica obediente quando o bolso dela está envolvido né…

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  6. Bom amigo.
    Eu apanhei da minha mãe em 3 fases.
    Fase 1. Eu era muito burra pra entender o que : Isso pode explodir, significava.
    Fase 2. Eu era muito burro pra saber que aqui podia explodir mas queria ver.
    Fase 3. Eu já era grande e ela precisava de um pequeno chicote (que eu já quebrei) pra me treinar.

    Tem gente que só de você falar, entende, e pronto.
    Quando eu era menor. eu era MUITO jumento, e tenho certeza que as minhas apanhadas ajudaram e muito na formação de meus cagaços.

    Abs amigo estou te alimentando.

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  7. Eu acho que existem crianças e crianças. A maioria das crianças que apanha, apanha porque testa o limite dos pais. Meus pais sempre conversaram comigo, mas nunca adiantou, eu testava o limite da minha mãe até ela me dar um tapa. Claro que existem exceções, pais que não tão afim de explicar pra criança o que é certo e errado e já descem o cacete pra calar a boca do moleque (ou fazer ele abrir o berreiro).

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  8. Sei lá, vejo bons argumentos tanto contra como a favor.
    Só sei que um fator importante na criação de uma criança é ser coerente, ou seja, sempre castigar e recompensar usando o mesmo método.
    Exemplo: se você não castiga quando o moleque quebra aquele vaso horrível que sua sogra te deu, mas desce o braço quando ele quebra seu Atari de museu, quem tá precisando perder sangue é você.

    Mas esse lance de estimulo positivo e negativo não funciona tão bem em crianças como acontece com os cães.

    Outra coisa: mais uma vez a parte sobre as cabeças de pedra não ficou muito clara.

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  9. Vi seu tweet falando que tu recebeu elogio de sei lá que jornalista aí por causa do post, e realmente você tá escrevendo BEM PRA CARAMBA, velho! Olhando os posts mais antigos dá pra ver uma grande evolução.

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  10. que orgulho do meu raphs usando so conceitos behavioristas *-* infelizmente de forma simplista mas compreendo
    pelo menos nao foi psicanalise

    pois raphs concordo em alguns aspectos: como o fato da lei ser hipocrita, é apenas um Band-aid numa mão decepada.

    o caráter da nossa sociedade é de punição, e sem reforço, ou seja só sabemos punir mas nao incentivar ou mostrar o correto. a criança sabe oq n pode fazer mas n tem ideia doq deveria fazer.

    entretando quando penso nesta lei, me lembro q a maior parte do pais n é instruída, com mentalidade religiosa medieval e em constante luta para se manter no sistema economico, esta lei nesse contexto é um primeiro passo, para realmente acabar com a crueldade contra a infância.

    mas o principio do rato na gaiola de comida é o msm para o pai impedido de surrar o filho. quando ele tiver medo da punição de bater no filho começara a procurar outros meios para acabar com o estimulo indesejado. espero q n seja jogando criancinha do predio >_<.

    viu raphs.. to comentando todo os post =P n acaba com o blog nao…
    e faz um vlog =B

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  11. Concordo em parte com o artigo. É óbvio que o problema das palmadas, do bater em geral, é o mau julgamento de muitos pais, que, por um motivo ou por outro (ignorancia, estresse, etc.) nao conseguem enxergar pra além de roupa suja e joelhos ralados a diversao do filho com os amigos, o aprendizado, etc. E claro que que conversar é o ideal, explicar qual o problema, e recompensar as criancas pelo que fazem de bom é essencial pra construir o caráter delas. Só que isso pressupoe a capacidade da crianca de sequer entender a conversa, o que ela só desenvolve depois de algum tempo. Se tem adolescente brincando com fogo, numa idade em que sabe muito bem o perigo que isso pode trazer, imagina uma crianca pequena? Sinceramente, já tentou explicar pra uma crianca de 2 anos por que ela nao deveria enfiar a porrada no irmaozinho nenem quando ela está com ciúme? Só adianta até um certo ponto usar argumentos, porque ela simplesmente nao entende o perigo, a gravidade de, sei lá, dar um soco num bebe de colo. Aí eu acho que uma palmada – nao espancar, pelo amor de Deus – exerce um papel fundamental. Usada em casos extremos, ela serve como uma quebra na rotina normal da crianca, é um coisa brusca que raramente acontece e, quando acontece, sinaliza que algo está muito errado. Eu amo criancas e qualquer um que convive com elas sabe que as bem pequenas às vezes sao como animaizinhos, descobrindo o mundo, sem nocao do perigo e do impacto das coisas, e incapazes de ter uma conversa madura. Até elas desenvolverem essa capacidade, acho que um palmada de vez em quando ajuda sim.

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  12. Tenho 3 filhos, bem educados, amados, brincamos juntos e nos divertimos…

    Quando acho necessário aplico sim umas cintadas na bunda, e são sim muito educativas.

    Quando vcs vao a um supermercado onde tem uma criança que se joga no chao, chinga, grita, derruba tudo e os pais ficam falando, para juniorrrrr, para querido…. e o muleque dos inferno quebra tudo, vcs acham que o dialogo resolve?

    Espancar nunca, educar sempre, e ninguem melhor que o pai e mae para saber como, extremos e exemplos de pais MALUCOS sempre existirao, mas nao é pq alguns atropelam e matam q vamos proibir os carros…

    Faz parte da doutrina de esquerda que a população seja cada vez mais submissa ao estado e tenha cada vez menos poder de decisao sobre sua vida e familia.

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  13. Cara, desculpa, não li todos os comentários para ver se já foi abordado assim, mas o seu exemplo é inválido. Se a criança voltou suja da escola, é totalmente errado repreende-la. As melhores diversões envolvem se sujar, e isso jamais deve gerar castigo. Ele está machucado? Só diga, de maneira terna, para ele tomar cuidado na proxima vez, e leve-o para o hospital… quem nunca se machucou enquanto se divertia?

    Eu sou contra essa lei, acho que deve existir discernimento nas pessoas: uma coisa é espancar o seu filho (que NUNCA vai educar ninguém), mas palmadas servem sim para educação.

    Mas também concordo contigo no aspecto no estimulo positivo. Se ele fez alguma coisa correta, ou bem feita, elogios não matam ninguém. Muito pelo contrário.

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  14. Existe uma diferença entre palmada e espancamento, quando eu fazia algo de errado e precisava de umas palmadas, minha não pensava duas vezes, mas sempre soube porque apanhava, nunca fiquei com ematomas e nem me machuquei, tão pouco sou violento. Por outro lado tenho amigos que se puderem batem nos pais, e batiam quando eram menores. Por que? Não havia disciplina, uma criança de 4 anos não tem o mesmo discernimento que um adulto, não adiante falar, ela não entende, ai é necessário uma palmadinha, nada violento, mas a criança tem que entender que se alguem que mais ama ela a castigou algo de errado ela fez! A vida é assim quando um adulto erra ele num leva uma bronquinha, ele não só sem seu polistation, ele paga, existem muitos casos de violencia por meio de jovens e adolescentes porque eles aprenderam que não existe consequencia dos seus atos, não existe punição, claro há casos de vitimas de violencia que repete isso, mas não por causa de umas palmadas (espancamento não é palmada)! Além do mais, ninguem tem que se meter na educação dos filhos de outrem, o conselho tutelar deve averiguar sim, casos de tortura contra a criança, espancamento, mas disciplina através da palmada não!

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  15. Cara obrigado ao blog “treta” q indicou o seu blog, adorei o texto, muito bom mesmo.

    Sou contra a lei, mas nao com relação a “palmada” em si, não sou a favor de punição fisica. Vou contra a lei pelo fato em si de cada vez mais o Estado estar se intrometendo na vida pessoal dos individuos. Até porque ja dizia a célere frase “as leis e as salsichas, é melhor não saber sua origem”.

    Quem sabe fica a dica pra um proximo trabalho, “até que ponto o Estado tem o direito de interferir na vida das pessoas”.

    Abraço.

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