5 motivos e meio que me tornam um grande babaca

1- Eu quase nunca chamo alguém pra conversar no MSN

Simplesmente por falta de interesse ou por ser babaca, não costumo iniciar conversas no MSN. Quando começo, é apenas para tirar uma dúvida, comentar algo ou coisa do tipo. Quase nunca chamo alguém pra conversar só pra bater aquele papo gostoso que dura horas e horas.

E quando faço, geralmente não costumo começar com o motivo número 2.

2- Eu gostaria de não perguntar “tudo bem?” no início de conversas

Na boa, é besteira perguntar “tudo bem?” no início de uma conversa. A razão é muito simples: você não tá nem aí para a resposta.

Estudos publicados no ano passado indicam que,  segundo o Instituto Matogrossense de Pesquisas Cujo Resultado É Altamente Duvidoso (IMPCREAD), a resposta à pergunta “Tudo bem?”, em 98,4% dos casos, é “sim, e você?”.

Lembrando que:

Só um idiota responde uma pergunta com outra pergunta.

Quando a resposta para o “tudo bem?” é “não”, inicia-se uma cadeia de eventos que leva à inevitável situação onde uma pessoa fica desabafando e a outra pouco se fodendo.

3- Dificilmente eu dou risada de filmes ou televisão

Não costumo demonstrar emoções de forma física assistindo filmes ou programas de televisão.  Enquanto minha namorada rola de rir com filmes de comédia, se assusta horrores com filmes de terror e tudo mais, eu… não consigo.

Em filmes de terror, por exemplo, eu me assusto sim. Não facilmente, claro, mas confessem: sempre rolam uns fechamentos involuntários do esfíncter quando passa um vulto ou quebram uma janela. Em Atividade Paranormal, último filme “de terror” que assisti, em alguns momentos eu caguei litros e litros de merda espiritual.

Claro que tudo isso passou despercebido, e graças a isso minha namorada grudava em mim como gato fugindo de banho.

No final de todo filme de terror, é obrigatória a frase: “nem fiquei com medo, filme de merda”, e isso só pra parecer fodão.

Já em comédias, é pior ainda: não consigo achar um pingo de graça em CQC, Pânico ou o caralho que  faz o povo rir.

Acho graça em muita coisa, mas me fazer RIR é muito mais difícil. Ultimamente tenho assistido as primeiras tempradas de How I Met Your Mother, e por mais que seja tudo seja absolutamente épico, só emiti sons de gargalhada duas ou três vezes em setenta episódios.

Digo, não quer dizer que eu não ache algumas cenas hilárias. Em “Procurando Nemo”, fiz squash no DVD assistindo repetidamente a parte dos atuns que viram uma seta e hahahslkdjkhfj enfim.

É o clichê de senso de humor distorcido, apenas isso.

3.5 – Não acho graça nenhuma em Shrek.

 

Isso é engraçado? Srsly?

– COMO ASSIM VOCÊ NÃO ACHA GRAÇA EM SHREK É O DEZENHO MAIS ENGRASADO DO MUMDO
– não sei cara, nunca consegui ver um filme inteiro sem dormir
– MAS E QDO ELE ARROTA E VOA TUDO KKKK AÍ ELE QUEBRA O ESPELHO KUAKUAKU VC RIU CTZ Q RIU
– n
– COMO NAO KRA UHAUHA EH MTO BOMMMM AÍ TEM US FILHO DELE KUAKUAKU
– blz

4- Não costumo responder a provocações de futebol com provocações de futebol

É aquela velha conversa do “meu pai é mais forte que o seu”.

Sou corinthiano, maloqueiro e sofredor desde os oito anos. Me acostumei com a zoação, afinal de contas não é fácil ser a mais detestada torcida do país. Simplesmente não me atinge.

São paulinos, flamenguistas, vascaínos, palmeirenses, santistas, ponte pretanos e torcedores do Asa de Arapiraca me zoam por terem Libertadores. Eu. Não. Me. Importo. Nunca me importei.

E pior: pra acabar com a munição de quem zoa, eu participo das brincadeiras. Porra, pega um domingo e dá uma olhada na torcida do Corinthians. Pra quê que eu vou me defender da acusação de maloqueiro e ladrão de bicicleta?

Vou responder o quê? Chamar são paulino de bicha modista, flamenguista de favelado e palmeirense de frustrado? Pra quê constatar o óbvio?

Se quer sacanear, seja original e ganhará o respeito. Use os mesmos argumentos de sempre e eu boto em prática a famosa técnica milenar do “foda-se”. Pra quem provoca, a pior decepção é ser ignorado.

5- Não gosto de muita coisa – e pretendo continuar não gostando

Em dezembro de 1988, um acidente trágico numa vinícola sueca fez com que litros e mais litros de vinho inundassem uma reserva natural, local de refúgio de milhares de cegonhas trabalhadoras.

Uma destas cegonhas se embebedou enquanto tentava salvar sua televisão e fez a cagada de desviar milhares de quilômetros do seu destino de entrega, entregando um bebê branco, todo sueco e nórdico em terras brasileiras.

Este bebê era eu. E aqui, infelizmente, encontrei o axé e o funk carioca.

Paciência, cada um tem seu gosto. Eu gosto de rock, tolero todo o resto da gama de sabores musicais do universo. Da música de elevador ao sertanejo universitário, suporto absolutamente tudo exceto essas duas moléstias malditas do universo..

Detesto axé, detesto funk e está completamente fora dos meus planos aprender a gostar e respeitar estes estilos musicais. Não ouço, não vou ouvir, não quero ouvir.

Sou quadrado sim, apenas prezo pelos meus ouvidos.

***

Por esses cinco motivos (e meio) bastante sucintos e racionais, eu concordo que você não deve gostar de mim.

Se gosta, agradeço. Se não gosta, abraço, infelizmente não vou mudar por sua causa.

O curioso é que muita gente se incomoda com o jeito de ser de outras pessoas. Pra cada pessoa que fala muito, ri muito, compra muito, vende muito, veste muito, veste pouco, grita muito, etc, existe um hater.

E ser hater, meu amigo, nunca levou ninguém a lugar nenhum.

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Autor: Raphs

Três palavras definem bem o autor: velho mau humorado. Fisicamente, três anos a menos. Mentalmente, sessenta anos a mais.

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