Sobre o MMA e os idiotas de cabeça pequena

Falar de esporte no Brasil é falar sobre paixões nacionais. Não que sejamos mais esportivos que outros países, longe, muito longe disso, mas esporte aqui tem um valor acentuado – uns dizem que é pelo coração do público, outros dizem que é nada menos do que seguir as tradições romanas de panis et circensis, a política do pão e circo.

Qualquer forma de ativismo passional é prejudicial, tanto à pessoa quanto à sociedade. Ao deliberadamente ignorar a realidade, deixar de lado o racional, e partir para a proclamação aos quatro ventos de que suas paixões e crenças estão acima da verdade, uma pessoa inspira ódio e ressentimento em outras. Seja divulgando religiões, sendo a favor do seu time do coração, seja contra o time adversário, qualquer intransigência perante crenças e gostos alheios é repreensível.

Dá a impressão de que nossas vidas são perfeitas demais pra perdermos tempo com ela, e decidimos ocupar nosso tempo falando mal da vida alheia.

Mas não é de hoje, também, que paixões nascem, crescem e morrem no coração do povo. Num país onde futebol é religião, outros esportes lutam pelo seu lugar ao sol durante anos. Alguns conseguiram certo destaque, através de glórias passageiras, mas também caíram no esquecimento quando o público se esqueceu de que gostava deles. Digo isso porque todo esporte que se destaca recebe o nome de “nova paixão nacional”, e este slogan é vendido como pepita de ouro pela imprensa nacional.

A “mais nova paixão nacional” da vez é o MMA (Mixed Martial Arts, ou “pancadaria desvairada” para os leigos).

Só que as “novas paixões nacionais” seguem um padrão muito interessante. Ao invés de o brasileiro se educar e começar a demonstrar interesse a novas modalidades, os únicos esportes que conseguem destaque no Brasil são aqueles onde os brasileiros são denominados “os melhores do mundo”. Isso só acontece porque a imprensa precisa de uma pedra fundamental, aquele ponto em que ela pode subir e repetir o tempo todo que ninguém vai contestar. A fórmula é simples: pegue um brasileiro que se destaca no esporte, associe o nome à marca e venda o produto.

Alguns dos esportes que foram alçados ao panteão de “paixão nacional”, e que nem sempre ficaram lá em cima, são:

O MMA cresceu tanto, e tão rápido, no Brasil, que hoje é acompanhado por duas frentes bem definidas:

– Os que suportam, respeitam, entendem, praticam ou assistem o esporte;
– Os que não tiveram tempo de se informar direito e preferem fazer críticas superficiais sobre algo que não conhecem.

Sobre o primeiro grupo, nada a declarar, bom pra eles. Sobre o segundo… bem…

O principal argumento daqueles que não gostam de MMA é que é um esporte violento, desleal, sanguinário. Ainda há aqueles que dizem que “é coisa de viadinho ficar agarrado no meio das pernas de outro homem suado”. Eu tenho pena destas pessoas.

O MMA não é violento. É um esporte de força e técnica – dã, o nome do bagulho é ARTES MARCIAIS MISTAS – cujo objetivo é derrotar o adversário através de socos, chutes, hadoukens e finalizações, embora os hadoukens tenham sido proibidos em 2002. Não existem facas, não existem nunchakus. Existem regras muito bem definidas cujo único objetivo é PROTEGER o lutador. Assim como todo esporte, existem os maus jogadores, e estes são punidos exemplarmente pela organização dos eventos. “Ah não vejo graça num esporte em que é permitido chutar a cabeça do adversário no chão!!”, diz o hater, mal informado o suficiente pra não saber que tais atitudes são proibidas no MMA.

As lutas são justas. Por exemplo, no UFC, se um dos lutadores ultrapassa o limite de peso da categoria, o adversário tem a opção de não enfrentá-lo. Caso optar por lutar, mesmo assim parte do cachê do lutador acima do peso vai para o outro, como forma de punição.

É raro haver lutadores discutindo – sequer conversando – durante as lutas. Mesmo que os dois estejam com as caras rasgadas de sangue, se cumprimentam educadamente no começo de cada assalto e no final das lutas. Em cima do ringue os caras são rivais, não inimigos. Muitos deles inclusive treinam juntos, são amigos fora do octógono. Aos olhos dos leigos, é “briga de rua” – uma briga de rua onde os dois lutadores se cumprimentam e se abraçam ao final da luta, mesmo se cobertos de sangue e mais inchados que vagina de prostituta em fim de expedientes. MMA não é desleal, não é brutal, não é nada disso. Todos que entram no ringue sabem no que estão se metendo.

Aliás, a “porradaria desenfreada desleal” é extremamente técnica. É só querer assistir com os olhos certos.

Dizer que “a humanidade se tornou primitiva ao vibrar com sangue jorrando”, como disse o respeitado jornalista Juca Kfouri (um dos maiores nomes contra o MMA no Brasil) é uma enorme bobagem, uma falta de respeito aos profissionais e um exemplo de preconceito a uma modalidade esportiva que cresce pra caralho no país.

Existem esportes muito mais violentos que o MMA. Acompanho o esporte mais a fundo a um ano, praticamente, e nunca vi nenhuma lesão séria acontecendo com um atleta. Durante as lutas, vemos hematomas e cortes nos lutadores, sangue no ringue e tudo mais, mas aquilo é apenas um corte. Dois, três pontos depois da luta e o cara tá treinando na segunda-feira. Nunca vi uma ruptura de ligamento, uma perna quebrada – CALMA HATER, EU SEI QUE EXISTEM, mas não é comum. Agora, em outros esportes…

ODEIO E JUSTIFICO LISTA TRÊS ESPORTES MAIS VIOLENTOS QUE MMA

3- Rugby

Tu já viu um jogo de rugby? Sério, precisa falar alguma coisa?

2- Futebol

Poucos esportes nos dias de hoje exigem tanto do corpo do atleta quanto o futebol. Pra ser disputado em alto nível, praticamente tudo no corpo do jogador deve funcionar com a sincronia de um relógio suíço. Músculos, ossos, nervos e ligamentos são levados ao extremo da resistência em rotinas desgastantes de treinos e jogos acumulados. Não há tempo para descanso. O atleta precisa ser perfeito fisicamente e ainda precisa aprimorar a parte técnica. Futebol é lindo, e cruel pra caralho.

Jogadores de futebol correm sete, oito, dez quilômetros por jogo. Alguns nem isso, mas mesmo assim precisam daquela explosão no momento decisivo, aquele último pique aos trinta do segundo tempo… e é aí que a merda acontece. Ao colocar o corpo praticamente em massa crítica, os atletas ultrapassam o limite da resistência e estouram alguma coisa. Joelho, tornozelo, coxa, virilha… quer fazer o teste? Pegue um fim-de-semana e veja quantos jogadores saem lesionados de campo.

Jogadores ficam meses em recuperação, com fisioterapia e os mais competentes profissionais ao seu dispor. Mesmo assim, melhoram e voltam a se contundir. Quase ninguém morre, tudo bem, mas nem por isso deixamos de ver cenas que fazem a torcida inteira gritar UUUUUUHHHHHH quando acontecem.

Isso sem falar na violência que o futebol atrai. Torcidas apaixonadas, torcedores idiotas que se matam por “amor ao clube” ou por vingança. Coisa de retardado.

1- Formula 1 e esportes automotivos.

Ah, são tantos exemplos…

Pra começar, nossa querida Fórmula Truck, o esporte que nasceu pra dar errado. Dá uma olhada neste vídeo, onde o caminhão praticamente DESMONTA COMPLETAMENTE. Curiosamente, logo no esporte com a maior chance de haver um acidente de verdade (afinal são CAMINHÕES CORRENDO A 180Km/h), não houve nenhuma morte até agora.

Falando sobre esporte de caipiras, na Nascar americana acidentes acontecem com maior intensidade. Aliás, grande parte do público (geralmente rednecks curtindo salsichas e cervejas) só acompanha as corridas para ver os carros voando. Neste vídeo, vinte carros se envolvem numa grande dança caótica, onde chamas e destroços chamam nossa atenção.

Na nossa Nascar, a Stock Car, também existem acidentes. Neste vídeo, um acidente impressionante sob forte chuva acabou por tirar a vida do piloto Gustavo Sondermann, de 28 anos.

Falando de tragédias, no ano passado também tivemos baixas na Fórmula Indy. O inglês Dan Wheldon, campeão da categoria em 2005, morreu depois de se envolver em um grande acidente na pista de Las Vegas.

E na elite do automobilismo, um show de tragédias. Pra começo de conversa, por mais apaixonado que eu seja, eu já não acho que Fórmula 1 seja um esporte competitivo. Hoje é mais uma competição de montadoras do que uma competição de pilotos. Mas enfim, continuemos:

Neste link você vê que, em 50 anos da categoria, foram quase 60 mortes.

Tudo bem, a última morte foi a doze anos atrás (logo de quem…), mas quantos pilotos já quase se foderam na Fórmula 1? Barrichelo, Kubica, Massa, Schumacher, Webber… mesmo que não houveram mortes, foram tantos acidentes graves nesses últimos doze anos que provam que, por mais seguro que seja o esporte no papel, colocar um ser humano dentro de uma banheira de aço e carbono pra correr a 320 km/h ainda é algo arriscado.

E olha, se o Senna lutasse MMA, não tinha morrido, rs.

Resumindo: enquanto no MMA a lesão mais séria é um cortezinho, nos outros esportes tem GENTE MORRENDO. E vocês vêm falar que MMA é violento?

Ahh, vão pro inferno.

Falar que um esporte é violento sem conhecer é muita babaquice. Eu mesmo, pra não ser hipócrita, não gosto de wrestling (WWE, etc) e acho retardada a idéia de um monte de maluco fazendo lutas ensaiadas e gente que torce por algo que é combinado – mas como eu disse, eu NÃO CONHEÇO o esporte. Provavelmente não só estou errado, como deve ser algo realmente divertido.

Enquanto tem torcedor de “organizada” combinando porradaria generalizada no estádio em que futuramente levarei meus filhos, nunca ouvi falar de porradaria generalizada em uma torcida de evento de MMA.

O “País do Futebol” sempre vai ser o país do futebol – não pela qualidade da pelota que tá chutando, mas pela cabeça fechada que não permite que outros esportes cresçam no país.

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Autor: Raphs

Três palavras definem bem o autor: velho mau humorado. Fisicamente, três anos a menos. Mentalmente, sessenta anos a mais.

21 comentários em “Sobre o MMA e os idiotas de cabeça pequena”

  1. Sinto muito amigo mas eu jogo rugby e posso afirmar que não é nem um pouco violento. Ele aparenta ser violento por ser um esporte de contato, porém todas as regras tem base na proteção do jogador e não existe maldade (dos jogadores) durante as partidas.
    O futebol dá lesões mais duradouras que o rugby… e o futebol americano então nem se fala.

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  2. Bom, depois do seu post, é hora dos leitores.
    Eu acho que a princípio, você se contradiz neste post. É verdade quando disse que de tempos em tempos a imprensa inventa uma nova “moda esportiva” (exceto futebol, que é recorrente) e não dá pra negar que o MMA é diferente. Afinal de contas, não faz nem um ano que ele se despontou no país e tomou páginas na mídia, portanto é sempre bom desconfiar de coisas assim que surgem sem nenhuma razão aparente. Afinal de contas, você estão assistindo porque gostam ou porque é novidade?
    Sobre a violência, não é o quanto de mortes que o esporte soma no final do ano, é simplesmente o estilo dele, a impressão que ele passa. Quer dizer, a Fórmula 1 ou Truck possuem acidentes fatais, mas não é um esporte que visa a violência, não é esse o objetivo principal dele. Milhares de pessoas também morrem em atividades não-esportivas, é preciso separar de violência acidental da intencional.
    E quanto à minha opinião, há X razões pela qual não gosto do MMA. Primeiro, qualquer esporte com homens musculosos sem camisa acho meio repulsivo. Segundo que acho ela uma luta muito feia. Sim, eu digo obviamente que não é apenas um retardado dando chutes e soco, há toda uma técnica e treinamento, mas não dá pra negar que Kung-Fu ou Taekwondo combina uma certa arte com o seu estilo de luta. E terceiro, um pouco de aversão à qualquer “moda nacional”, que não seria diferente se de repente começassem a jogar queimada.
    Mas na prática, eu só ignoro e vivo como se não fosse nada. É só que não dá pra ficar neutro depois de ver gente no Facebook jogando isso no seu Feed de notícias, depois de sair na capa da Veja ou então ver um post do Odeio e Justifico acerca do assunto.

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    1. Não há contradição alguma, cara. Desde o início eu falei que o MMA não é violento – violência é tu colocar em risco a vida de alguém, a troco de pouca coisa.

      Claro, pode não parecer mas isso é um blog de humor. Claro que F1 não é violento, mas não muda o fato de mais gente ter morrido disputando corrida de carro do que se batendo até cachoeiras de sangue escorrerem da testa…

      Tem que ser muito “cabecinha” pra usar “homens musculosos sem camisa” como argumento, hein amigão?

      Brasileiro é o único povo do mundo que consegue sexualizar um esporte de contato. Aqui sumô, luta greco-romana, até jiu-jitsu, viram piada.

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    2. hahahahahaha

      Vinicius…. FATALITY pra vc meu caro…. kkkkkkkkkkkkkkkk

      O blogueiro ainda tem a cara de pau de tentar argumentar… tsc tsc tsc…

      MMA e para povo de pouco cerebro… Caiu como uma luva no Brasil.

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      1. cara concordo em numeros e graus contigo….venha me falar que isso e um esporte? da licença ne….qual e minha obrigaçao no mma? e quebrar a cara do adversario….no futebol? alegrar as pessoas….esse mma e ridiculo

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    3. ME DIGA CAMBADA A ONDE QUE BATER NOS OUTROS E ESPORTE, SÓ SE FOR ESPORTE LÁ NO INFERNO, SE ESPORTE É ISSO, ENTÃO TODOS QUE PRATICAM IRÃO PARA O INFERNO , LÁ ELES SERÃO ESPANCADOS DIA E NOITE , ELES VAO ADORAR,,,TANTA COISA PRA SE FAZER NA VIDA, OS CARAS SE PREPARAM PARA BATER MELHOR NOS OUTROS SERES HUMANOS ISSO É DOENTIO… NÃO CONSIGO ENTENDER … AINDA BEM QUE VIDA É CURTA … OUTROS CORREM EM ALTA VELOCIDADE PRA QUE ISSO ? NÃO ENTENDO !! CORRER ATRAS DE UMA BOLA COMO UM IDIOTA PRA QUE ? ODEIO COMPETIÇÃO PREFIRO PARTILHAR , NUNCA DISPUTAR COM NINGUEM, ISSO É GUERRA, E GUERRA É VIOLÊNCIA, VAOS PRATICAR O AMOR , PARTILHAR, CURTIR , UMA PRAIA , UM RIO , VIAGAR, CONHECER PESSOAS, LUGARES LINDOS DO MUNDO, DESCULPE SEI QUE ISSO NÃO VAI MUDAR NUNCA, FAZ PARTE DO SER HUMANO, ESSA BURRICE , AINDA BEM QUE UM DIA TEM FIM, QUANDO ELE MORRE ….. SE FEZ O BEM OK … SE NÃO, OK TAMBEM … PROBLEMA DELE… PRATICO EXERCICIOS… FAZ BEM EXISTEM ALGUNS ESPORTES BONS…

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  3. Soco na cara = Faz parte da luta. NORMAL.

    Carro batendo em um muro = ACIDENTE que não está programado. É um ERRO.

    Jogador lesionado = ACIDENTE, o que pode acontecer com o lutador na academia, por exemplo.

    Não faz sentido essa comparação sua de violência.

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    1. Não é a intenção de ninguém entrar no octógono e espancar o outro até abrir vinte pontos na sobrancelha. Os caras entram pra ganhar a luta, portanto…

      Corte no rosto = ACIDENTE.

      Não tem “explicar o que eu tento falar”, é bem simples. Muito mais gente já se fodeu em outros esportes do que praticando MMA.

      Eu fico puto quando alguém fala que é um esporte desleal, que é violento. É agressivo, sim, assim como toda luta. Mas todo mundo que entra no ringue pra lutar, sabe no que tá se metendo. Assim como todo mundo que entra num carro de F1 sabe que pode enfiar o carro na parede.

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  4. No.. nada a ver o post… na boa. Sério. Acho que teria que fazer outro post pra tentar explicar o que você tenta falar aqui. Acidente por excesso de esforço físico torna o futebol mais violento do que um outro esporte onde ganha quem apanha menos?…

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  5. Não curto MMA, sinceramente prefiro as lutas ensaiadas, por achar elas engraçadas e tals. Mas de qualquer forma MMA é muuuuito violento sim, um pouco mais do que os esportes que não foram feitos como lutas. Mas o fato é: MMA é violento, mas se vc assistir meia hora de TV no jornal do almoço vai ver coisa muuuito pior.

    Eu sinceramente incentivo esportes violentos, ajuda a acalmar pessoas para convivência com a sociedade (tinha uma amigo que lutou boxe profissional por 5 anos, sei do que falo), funciona perfeitamente como uma válvula de escape.

    Um pouco homoafetiva?
    Sim.
    Incentiva à violência?
    Um pouco, mas se há a capacidade de discernimento entre o aceitável e o não-aceitável em uma sociedade, qual o problema?

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  6. Não acho que o problema seja o esporte em si, mas sim a falta de maturidade do brasileiro, em geral, pra avaliar qualquer coisa. Acaba que ambos os extremos da discussão detém um argumento superficial e pronto. Ou fulano acha que é violento e “nossa isso vai contra as diretrizes do ambiente familiar brasileiro nosss vamo proibir essa atrocidade” ou fulano vai uma semana pra academia, bate no saco de pancada e depois vai pro bar caçar briga. Existe os dois lados, então o problema não tá só em gostar ou não gostar, certo?

    Se nosso governo investisse mais em esporte que não o futebol, quem sabe qualquer outro esporte (e qualquer outro esporte MESMO) teria mais espaço aqui, poderia crescer, de fato, e não acabaria caindo numa modinha equivalente a usar óculos wayfarer ou ter um iPhone e seria mais compreendido.

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  7. É, dessa vez nao deu certo, nao. Quer dizer que o mais violento é o que envolve o maior número de mortes? Violência é o que choca. E o ser humano gosta do que choca, por isso gosta de violência, haja vista o ufc e o bbb. Somos os únicos seres que param para apreciar um incêndio. Gente que gosta de ufc o faz pq é modinha ou pq gosta de ver porrada ou pq é muito inseguro e gostaria de ser igual àqueles lutadores para nao apanhar na fila da boate do bombadinho fura-fila. A argumentação nao foi muito boa.

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  8. o nao gosto de MMA porque nao existe luta voce aserta um soco no outro e comesa a viadagem emvez de lutarem ficao se esfregando como duas lacraias no ring voce perde muito tempo asistindo dois machos em mais de 5 minutos se agarrando muinta viadagem mesmo cade os murros e chutes e gay e gay e gay essa porra

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  9. O fato é q o Dana White encontrou a oportunidade perfeita para entrar com esses “esporte” aqui no Brasil…o Anderson Silva!!! Quer maior ídolo para esse “esporte” aqui no Brasil do que o Aranha??? Lamentável é o povo Brasileiro aceitar qquer oportunista, trazendo seu produto americano e ficando cada vez mais rico com isso…bom pra ele, afinal está dando certo!!! E os governantes aqui adoram, pois por um momento os Brasileiros deixam de se preocupar com a situação do nosso país para se preocupar com a “rivalidade” dos lutadores, que já começa fora do octógono…mas na realidade fico me perguntando se não é tudo encenação, para q os telespectadores pensem da seguinte maneira: “nossa, se fora do octógono já estão quase se pegando, dentro do ring então vão se matar!!! Pronto…td resolvido…é audiência na certa para a Globo!!! Gente, isso é uma máfia e só não vê quem não quer!!! Simplesmente LAMENTÀVEL!!!

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  10. Caramba Daniel, que gramática impecável!! kkk
    Bom galera, não deu para ficar quieto. Tenho 22 anos, pratico Muay Thai à 2 anos, e antes disso já pratiquei por um tempo jiu jitsu. Sempre acompanhei MMA desde os eventos japoneses como o PRIDE, que era muito mais “violento” que o UFC. Porém nunca me envolvi em brigas por saber lutar um pouco e tal, pelo contrário, comecei a praticar porque as artes marciais em geral são excelentes para a saúde física, e afinal depois que inventaram a pólvora não existe mais machão que bate em todo mundo.
    Quanto ao post, eu entendo a iniciativa de querer defender o esporte, até porque irrita realmente a ignorância de muitos, mas acho que as comparações foram meio equivocadas, tanto quanto as pessoas que comentaram depois.
    Pô pessoal, quando eu quero falar de alguma coisa, eu vou ler pelo menos um resuminho da história desta coisa, e não saio ofendendo sem base nenhuma. Primeiro que o MMA teve seu início no Brasil a partir do Gracie Jiu jitsu(arte marcial brasileira), com eventos visando disputar qual a arte mais eficiente, Arte vs Arte isso lá em 1930, e ele SEMPRE teve muita visibilidade aqui, não é de hoje, e foi evoluindo desde então. Mas agora com o UFC (Ultimate Fighting Championship), maior evento de MMA do mundo que também foi criado pela família Gracie nos EUA, ou seja Brasileiros, o MMA saiu do grande nicho que já tínhamos de admiradores do esporte aqui, para a grande massa popular, a partir de acordos midiáticos que visam o lucro obviamente, e isso não é ruim, é a ordem natural das coisas.
    Só um pouquinho, bem pouquinho da história para quem não sabe.
    Agora minha opinião pessoal. Gosto e acompanho os eventos de MMA, e do meu ponto de vista não é violento, também curto muito Rugby e não acho violento também, e ao mesmo tempo aceito a opinião das pessoas em não considerar o MMA um esporte e dizem que é violento e tal,tenho amigos com essa opinião, afinal estamos em uma democracia não? Mas fica a dica que dou quando discuto pessoalmente sobre esse assunto, inventaram uma coisinha que se chama controle remoto que serve para trocar o canal da sua tv, se não tiver nada de interessante no outro canal, vá ler um livro, mas se ainda assim quiser comentar, leia sobre antes para não falar bobeira.

    OBS: Taekwondo faz parte das artes praticadas no MMA.
    Você que falou que é coisa de gay, vá ler um pouco.

    Até mais!

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  11. Oi Rapha! Então. Compartilhei lá no Facebook e nem comentei nada, shame on me.
    Seguinte. Eu, enquanto ser do sexo feminino que possui unhas compridas e quebráveis, considero sim o MMA um esporte violento. Assim como todos os outros, só que com mais sangue.
    Algum tempo atrás eu ouvia meus amigos comentando a respeito e morria de preguiça deles, pensando que eram todos ratos de academia querendo comprar um pitt bull e uma regata branca. Hoje vejo isso de uma forma diferente, até porque realmente parei pra assistir com alguém que me ensinou como funciona, e vi, com vontade de aprender. É um esporte saudável, onde cada uma das partes usa as táticas de sobrevivência que conhece, sem matar o oponente. É uma das melhores competições, se você for ver. Do que você brincava com os seus amiguinhos quando estava na escola? De lutinha. O que você mais desejou fazer com aquele seu arqui-inimigo do ensino médio? Quebrar a cara dele no asfalto, que nem o cara do filme fez! Lutar canaliza a sua energia, limpa a sua mente, exercita o seu corpo e te ensina o respeito pela vida. O MMA tem regras claríssimas, e como todo esporte, tem os ‘maus jogadores’, que são punidos corretamente.
    Quanto às suas comparações, eu concordo em partes. Acho que o problema dos esportes como meio de vida, é a rotina diária de treino. Qualquer (QUALQUER) esporte em que você se profissionalize vai lhe exigir horas de treino que vão detonar com o seu corpo, reduzir a sua vida útil. Quer exemplo? Cadê a Danielle Hypólito? (É assim que se escreve?) A ginástica rítmica parece um esporte tão saudável e suave, não é? Mas te aposenta antes dos 30/40 anos, com danos irreversíveis ao seu corpo.
    Acho que toda forma de esporte é válida, e cada um tem o direito de decidir até onde quer ir (seja por dinheiro ou satisfação pessoal). Hipoteticamente falando, se eu fosse casada e meu marido decidisse começar a lutar eu ficaria muito preocupada porque SIM, é arriscado, distorce o seu rosto, pode te provocar danos irreversíveis… Mas definitivamente, estaria na platéia. Agora, se ele resolvesse se enfiar num carro de F1 e correr, eu pedia o divórcio, porque pra mim isso é suicídio e ser viúva é muito mainstream. HAHAHA
    P.S.: Eu entendi o seu ponto de vista, o povo aí que não sabe ler mesmo…

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